|
Esclarecendo o equivoco: Mirra - Commiphora myrrha e falsa Mirra - Tetradenia riparia É comum ver que inúmeras pessoas frequentemente confundem a falsa mirra como sendo a verdadeira Mirra, esta matéria tem por objetivo ajudar a desfazer esse equivoco, que se espalha cada vez mais pelas redes sociais. Falsa Mirra e suas características:
Imagens da falsa Mirra - Tetradenia riparia A pluma-de-névoa é uma espécie arbustiva, dióica e muito florífera, nativa da África-do-sul e cultivada em áreas de clima subtropical a temperado, em diversas partes do mundo, por suas qualidades como ornamental e medicinal. A ramagem cresce de forma irregular, com ramos finos, lisos e de cor marrom. Suas folhas são espessas, ovaladas a cordiformes, pubescentes, de cor verde-clara, com margens denteadas e bastante aromáticas. As inflorescências surgem no inverno, em densas espigas terminais, com flores pequenas, geralmente brancas, mas que podem adquirir tons de rosa ou lilás. As plantas masculinas, produzem inflorescências mais soltas, de aspecto delicado, enquanto que as femininas, formas bem compactas, para diferentes efeitos paisagísticos. As flores são perfumadas e atraem insetos polinizadores.
Medicinal:
Fonte: Jardineiro.net Verdadeira Myrrha e suas características: Nome botânico– Comiphora myrrha var. molmol. Sinônimos: Balsamodendrom myrrha, gum myrrh, mirra comum, hirabol mirrh; antigo nome em latim – Smyrna; o nome derivado do árabe é murr,significando “amargo”. Família botânica: Burseraceae. Extração: a vapor, da resina (seiva do caule). Origem: Norte da África: Etiópia, Somália; Península árabe (clima mais quente do planeta), Oriente Médio e Norte da Índia. Nota:base. Principais componentes químicos: sesquiterpenes, 55-75%; furonoides, 20-27%; ketones, 15-20%; monoterpenes, 4-6%; triterpernes, 4-7%; aldeídos, 2-5%; fenóis, 0-2%. Cuidados e precauções: usar em doses pequenas, por tempo determinado Imagens da verdadeira Mirra - Commiphora myrrha Características da planta: árvore em forma de arbusto; pode crescer entre três a dez metros de altura; troncos grossos, contendo numerosos nódulos irregulares; seus galhos são corpulentos, sólidos e bem agrupados, espalham-se num ângulo bem direcionado e suas terminações são em forma de espinhos bem afiados; poucas folhas de porte bem pequeno, trifoliadas, que nascem nas pontas finais dos galhos; suas flores são brancas. Produz uma resina natural, que escorre naturalmente de suas cascas, quando a arvore é ferida. Uso tradicional: Uma das mais preciosas medicinas e também um incenso, a Mirra tem sido usada desde tempos muito antigos, por mais de quatro mil anos, pelos egípcios, palestinos, gregos, persas, romanos e indianos, como remédio, para rituais religiosos e para facilitar a comunicação com deidades superiores; também utilizada para desinfetar áreas abertas e residências, mumificação, perfumaria e preparação de ungüentos, para tratar todo e qualquer tipo de ferimento. Em adição, a Mirra também foi muito reverenciada como substância usada em funerais, queimada como incenso, para honrar os mortos. O povo hebreu tomava a Mirra misturada com o vinho, bebida que consideravam elevar suas consciências e os colocar em contato com o divino, em seus rituais e cerimônias religiosas. Existem relatos de que a Mirra era bastante usada para curar câncer, lepra e a sífilis, nos tempos passados, com muita eficácia. A Mirra faz parte da fórmula de vários ungüentos, elixires e outros antídotos de uso múltiplo. Era indicada para inflamações, gangrenas, lesões infectadas e ulceras; gravidez e parto. Jesus foi presenteado com a Mirra em seu nascimento; também lhe foi oferecida pelos soldados romanos, no evento de sua crucificação e seu corpo foi untado com Mirra, na ocorrência de sua morte. Propriedades terapêuticas: vulnerário (cura e cicatriza feridas e contusões), cicatrizante, balsâmico, antimicrobial, anti-séptico, anti-inflamatório, vermífugo, analgésico, carminativo, fungicida, purificador do sangue, tônico da membrana mucosa dos músculos uterino e de todo o sistema; expectorante e emenagogo; equilibrador da glândula da tireóide.
Usos e indicações: excelente para tratar condições cutâneas como ferimentos abertos com pus e sinais de gangrena, úlceras varicosas, infecções fúngicas, eczemas e úlcera crônica de pele. Também tem muito boa ação no tratamento de pele seca, craquelada, rachada ou inflamada: pele que sofre de envelhecimento precoce; também indicado para suavizar estrias. Minimiza rugas ao redor da boca e dos olhos. É um dos óleos mais indicados para tratar condições desfavoráveis da boca, como afta, herpes, úlcera bucal, gengivites, piorréia (processo inflamatório do periósteo dentário, seguido de necrose e frouxidão dos dentes - freqüentemente ocorre o acúmulo de pus); periodontite, inflamação da gengiva com migração dos dentes; enfraquecimento da raiz dos dentes ou desgaste precoce, com risco de perda (o que pode estar sendo provocado pelo excesso da produção de tártaro); inflamações repetitivas na boca, gengiva e garganta. Indicado para tratar condições infecciosas (bactericidas e viróticas) relacionadas à boca, gengiva e garganta; atua na mucosa, fortalecendo e reparando o tecido, combatendo os germes causadores das disfunções. Trata a faringite crônica causadora da formação constante de aftas; freqüentes dores de garganta, recorrência de rouquidão e perda de voz. Influência do aroma: promove calma mental, elimina a confusão, minimiza preocupação excessiva gerada na mente agitada, que tende a se distrair facilmente com as preocupações da vida cotidiana - medo é a emoção mais evidente nos indivíduos que necessitam da Mirra; a falta de confiança e de vigor para concluir tarefas já iniciadas são características evidentes. A Mirra proporciona paz, calma e estabilidade para a mente, proporcionando boas condições para a pratica da meditação, segundo Marcel Lavabre: a Mirra tem acentuada ação calmante, confortante, fortificante e inspiradora na alma e no espírito, ao curar nossas mais profundas feridas ela nos inspira para a meditação. Seu OE tem muita utilidade para aliviar a dor o sofrimento, a angústia e o desespero, condições causadas pelo medo excessivo da morte ou a perda de entes queridos. O OE Myrrh confere calma e paz aos nervos e o coração agitado pela ansiedade gerada pelo medo. Fonte: Vera Guedes Aromatherapy Note a diferença entre as duas plantas: Tetradenia a falsa Mirra é um arbusto que cresce em locais urbanos. Commiphora a verdadeira Mirra é uma arvore e cresce no deserto. Credito da imagem Commiphora myrrha Ulrich Feiter Espero ter contribuido para que o equivoco se desfaça, e as pessoas saibam de fato qual é a verdadeira identidade da Myrrh, a planta que se utiliza para extrair o óleo essencial, substancia aromática, que se utiliza para a pratica da aromaterapia clínica, e que é a mesma planta que se extrai a resina que foi ofertada para Jesus no evento de seu nascimento.
2 Comentários
Yvone Galante
16/6/2018 11:42:20 am
Bastante importante esse esclarecimento, ignorava que existem dois tipos de mirra. Obrigada.
Responder
vera
16/6/2018 04:54:50 pm
Oi querida, fico feliz em saber que você gostou da matéria, a proposta é esta mesmo, acessar pessoas que se interessam pelo assunto e esclarecer o equivoco. Seja sempre bem-vinda. Abraço Vera
Responder
Deixe uma resposta. |
AutorEu sou Vera Guedes, praticante da arte de cuidar com os óleos essenciais há mais de 30 anos. E estou ativa neste canal de comunicação, escrevendo sobre a pratica da Aromaterapia na vida das pessoas que buscam por qualidade de vida através dos benefícios dos óleos essenciais, desde 2014. Sao 10 anos de ininterrupta comunicação com meus leitores, e eu pretendo continuar por mais alguns anos, levando o conhecimento sobre a boa pratica da aromaterapia. Escrever neste blog faz parte do meu trabalho, o qual eu realizo com grande satisfação e dedicação. Arquivos
Setembro 2024
|





