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Aromaterapia Clínica - Vícios

17/1/2020

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“Vício é tudo aquilo que escraviza o homem e o faz refém dos seus instintos”
Todos sabemos que enfrentar um vício não é tarefa fácil, nem para quem tenta resistir à tentação nem para os mais próximos, sejam familiares ou amigos. Um vício não traz apenas efeitos físicos, há inúmeras recaídas e toda a carga psicológica associada.  E como bem diz Scott Glassman, diretor do Conselho de Saúde Mental da Faculdade de Medicina Osteopática da Filadelfia EUA: O vício é a busca pelo prazer e a fuga do desagrado.  

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Quando falamos em vício, a primeira coisa que vem à cabeça é o álcool e as drogas. Porém, o que muita gente esquece é que o vício não se limita somente a isso, mas a uma série de fatores que fazem desse problema algo muito mais profundo do que pensamos.
A palavra vício tem origem do latim “vitium” e significa “falha ou defeito“. Para o dicionário Aurélio, a definição de vício é: Tornar mau, pior, corrompido ou estragado; alterar para enganar; corromper-se, perverter-se, depravar-se.
​Já para a 
Organização Mundial da Saúde (OMS), é uma doença física e psicoemocional.
No entanto, a psicologia vai mais à fundo e investiga não só as consequências, mas também as motivações, origens e características do vício e de seus dependentes. A área também entende o vício como um mecanismo de fuga emocional que visa a obtenção de prazer e extinção da dor. ​

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​"A dependência química é entendida como uma doença que envolve aspectos biopsicossociais, e o curso de seu tratamento deve procurar oferecer intervenções nas três áreas para alcançar maior eficácia e efetividade."
O instinto humano tende a buscar satisfação constantemente, colocando como prioridade o prazer momentâneo ou duradouro, o culto ao hedonismo, dedicação ao prazer como estilo de vida.  Essa busca está associado ao anseio de conquista do homem e a mesma inquietude que o faz criar milhares de coisas novas e surpreendentes, tem o potencial de levá-lo ao caminho do flagelo e autodestruição. Os vícios são considerados doenças que afetam diretamente o sistema nervoso, criando no indivíduo, a dependência. Quando o vício está instalado na mente da pessoa, pode comprometer fortemente seu comportamento e percepção, trazendo-o para um estado que o faz abandonar seu juízo e agir na intenção de saciar suas vontades.
Vamos falar sobre alguns vícios considerados como os  comuns e seus perigos iniciando pelo alcoolismo: 
  • Bebidas Alcoólicas:
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​Quando se trata de bebidas alcoólicas, uma das questões que sempre aparecem é: realmente existe um vício ou simplesmente é um gosto por beber? Estabelecer essa fronteira não é tarefa fácil, até mesmo porque cada organismo responde de forma distinta ao consumo continuado de álcool.
Por ser de fácil acesso, lícito e socialmente aceitável, o álcool se consolida como um dos vícios mais comuns. 
​O consumo desmedido pode começar em qualquer época da vida, inclusive na adolescência.
Mais de 2 milhões de pessoas sofrem com o alcoolismo no Brasil e 3.3 milhões morrem todo ano decorrente desse vício. Os homens são os mais suscetíveis, num total de 70% dos casos, enquanto as mulheres correspondem a 30%.
Mas, afinal, o que é alcoolismo? Segundo o Hospital Israelita Albert Einstein, alcoolismo, ou ainda, etilismo, como também é conhecido,”é caracterizado pela vontade incontrolável de beber, falta de controle ao tentar parar a ingestão, tolerância ao álcool (doses cada vez maiores para sentir os efeitos da bebida) e dependência física, que se manifesta com sintomas físicos e psíquicos nas situações de abstinência alcoólica”.
O uso excessivo do álcool pode causar serias doenças:
  • hepatite ou cirrose hepática;
  • depressão;
  • impotência ou infertilidade;
  • gastrite;
  • infarto;
  • trombose;
  • anorexia alcoólica;
  • demência;
  • câncer.
Possíveis causas do alcoolismo: 
Problemas emocionais como ansiedade, depressão,  angústia, baixa autoestima, abusos psicológico e físico, traumas, insegurança e timidez  podem ser grandes facilitadores para alguém começar a beber. Além de tudo isto,  o fácil acesso as substâncias etílicas e a   genética são elementos que favorecem e aumentam as chances de dependência ao álcool. Geralmente uma das principais portas de entrada para o vício é o desejo de socializar,  fazer amigos, enfim, ser  aceito em grupos, uma vez que o álcool promove relaxamento, condição que favorece o individuo a se desinibir diante de outras pessoas.  
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​Tratamento para o vício: 
Primeiramente, o indivíduo deve dar o primeiro passo para o tratamento. O dependente deve querer deixar o vício. Então, a própria pessoa ou um familiar devem ir em busca de um profissional da área da saúde, de preferencia um  psicólogo ou psiquiatra, profissionais capacitados para determinar  o tratamento adequado para o sofredor. ATENÇÃO! O aromaterapeuta entra com os OE escolhidos para a pessoa,  como agentes complementares ao tratamento. 
​Por ser uma doença crônica, o alcoolismo não tem cura, porém é possível ter uma vida saudável se a pessoa escolher  afastar-se  do vício.  Com apoio familiar, desintoxicação sob supervisão médica e a reabilitação, o indivíduo tem plenas chances de ter uma vida norma. 

  • E passando pelo Cigarro:
O tabagismo é uma doença que pode ter começado de forma inocente, quando o individuo acha bonito e começa a imitar outras pessoas, e sem que ela perceba, o cigarro começa a fazer parte de sua vida cotidiana.  Infelizmente a  nicotina é uma substância que gera dependência severa. De acordo com a OMS  1 em cada 5 pessoas no mundo é fumante, e diz mais,  a dependência da substância mata 7 milhões de pessoas por ano.
​​O consumo do tabaco é liberado e é possível encontrá-lo em qualquer estabelecimento de conveniências. Em geral, as pessoas procuram os órgãos de saúde apenas para tratar as doenças quando já estão apresentando os efeitos do cigarro. O surgimento de vários tipos de neoplasias, principalmente o câncer de pulmão estão relacionadas ao consumo do cigarro.
você sabia? O tabaco é uma planta denominada Nicotiana Tabacum da qual é extraída a nicotina, entre outras substâncias altamente tóxicas como terebentina, formol, amônia, naftalina, etc. O tabaco é uma droga que causa tolerância e dependência, e muitas das pessoas que fumam se sentem incapazes de interromper seu uso.

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Estudos mostram que o hábito de fumar é um fator de risco para quase 50 doenças diferentes.
​O tabagismo é responsável por:
  • 25% das mortes por doença coronariana (angina e infarto do miocárdio)
  • 45% das mortes por infarto na faixa etária abaixo de 65 anos.
  • 85% das mortes por bronquite crônica e enfisema pulmonar
  • 25% das doenças vasculares (entre elas AVC).
  • 90% dos casos de câncer no pulmão
  • 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemia).

Instituto Lado a Lado pela Vida 

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Quebre esse circulo vicioso nocivo de sua vida, e viva melhor!

E finalizando com as drogas ilícitas:

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O relato sobre o uso de drogas pela humanidade, remonta os tempos mais remotos, embora o principal objetivo de sua utilização fosse o alívio da dor ou servisse como parte da realização de rituais de uma determinada cultura. A utilização de substâncias para alterar o estado psíquico é conhecida há mais de 4 mil anos, principalmente pelo povo egípcio, que àquela época já relatava o uso de opiáceos e maconha. A maioria dos medicamentos utilizados na Antiguidade era origináriode plantas. Assim, a palavra "droga" é derivada de droog, que em holandês significa folha seca.

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Tipos de drogas:
Cocaína, heroína, ecstasy, LSD, anfetaminas, crack e a   maconha são as drogas consideradas ilícitas, entre elas algumas são substâncias da natureza como a maconha, e  outras são sintéticas como a anfetamina. A maconha entra  neste grupo, apesar dos crescentes casos de uso do cannabis com fim medicinal. Muitos continuam defendendo que seu uso prolongado pode provocar problemas psicológicos e neurológicos. 
​O uso crônico da canábis pode produzir mudanças neuro adaptativas no sistema límbico, de maneira semelhante às outras drogas de abuso, o que parece explicar os efeitos da retirada da droga, com os fenômenos de craving associados a abstinência.
Matéria abaixo é de autoria de Maria Alice Fontes cemp.com link no final da matéria. O que é a Dependência Química? Tipos de drogas, efeitos e tratamentos.
Por que ocorre a dependência?
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A dependência química é entendida como uma doença que envolve aspectos biopsicossociais, e o curso de seu tratamento deve procurar oferecer intervenções nas três áreas para alcançar maior eficácia e efetividade.
Sabe-se que os seres humanos aplicam seus comportamentos na busca de prazer. Sendo assim, qualquer movimento que lhe ofereça uma sensação de bem-estar, de prazer ou aceitação social tende a ser repetido. Esse é o conceito de recompensa que permeia o comportamento humano. Dessa forma, explica-se o motivo de muitas pessoas que utilizam drogas tornarem-se dependentes, pois a substância ingerida e sua consequente ação no sistema nervoso propiciaram ao indivíduo sensações prazerosas, ainda que momentâneas.
  • Aspectos biológicos
Para sustentar os aspectos neurobiológicos da dependência, faz-se necessário mencionar o sistema de recompensa cerebral, responsável pela principal fonte de liberação do neurotransmissor dopamina. Esta substância contida nos neurônios do segmento ventral e cuja liberação ocorre no núcleo accumbens e na área pré-frontal é responsável pelas principais vias do prazer, seja de modo natural, ou através do uso das drogas. Todo esse sistema é  responsável pela estimulação prazerosa,
  • Aspectos psicológicos
Por causar uma sensação de bem-estar no indivíduo, o uso de drogas pode sererroneamente associado ao alívio de tensões emocionais ou preocupações do indivíduo.
forma, entende-se que a droga é capaz de propiciar um amortecimento da vivência dos problemas emocionais de um indivíduo, mantendo-o alheio das dificuldades que deveria enfrentar na vida cotidiana. Um exemplo possível, é o dos indivíduos que apresentam um quadro de intensa ansiedade, e que para minimizar as sensações dele provindas, ingerem álcool todas as vezes que necessitam enfrentar uma situação social. Nesse caso, a dependência química pode se instalar progressivamente de maneira subjacente à ansiedade.

  • Aspectos sociais
Para explicar melhor estes aspectos envolvidos na dependência química, é necessário compreender o contexto social no qual o indivíduo se encontra inserido. A realidade atual nos mostra que a disponibilidade da droga faz com que o álcool, o tabaco e até drogas mais pesadas, estejam muito próximas das crianças e adolescentes. O álcool é comercializado com pouco controle governamental, tornando-o uma das drogas de maior acesso pelos adolescentes. Além da disponibilidade, as camadas menos favorecidas tem carência de suporte social adequado, especialmente quanto a educação, saúde e ao emprego. Sabe-se que em muitas favelas o traficante pode exercer um papel manipulador, pois é ele quem passa a oferecer subsídios importantes no lugar da família ou dos órgãos governamentais.

​Outros fatores como facilitação da interação social, a melhora dos vínculos sociais também pode ser caracterizada como um fator psicossocial de reforçamento do uso da droga. A confiança pessoal pode ser fortalecida enquanto as barreiras ou defesas diminuem. A intoxicação e a participação em rituais, como as atuais "raves", permitem que os usuários partilhem suas experiências e sintam-se libertados das obrigações sociais normais. O propósito da intoxicação é retirar-se das responsabilidades que a sociedade normalmente espera que um adulto ou adolescente tenha. A droga também é responsável por promover a coesão e solidariedade entre membros de um grupo social: serve como meio de identificação do grupo e com o grupo.
A dependência química é reconhecida como uma doença que afeta o indivíduo no campo biopsicossocial e as estratégias de seu tratamento busca o restabelecimento físico, psicológico e a reinserção social do dependente.
O tratamento da dependência química é muito complexo, e seu sucesso e efetividade estão
intimamente ligados ao grau de motivação do indivíduo. Os sintomas da dependência não diferem
em grande escala de pessoa para pessoa, mas a motivação para a mudança se apresenta de uma
determinada forma para cada um, sendo assim, variável. Após uma avaliação do quadro, o
tratamento mais indicado será discutido junto com o dependente, sua família e a equipe multidisciplinar.
A importância do psicologo: 
O tratamento psicológico da dependência química visa mostrar ao paciente que ele possui em si próprio meios de enfrentamento de situações desconfortáveis sem a utilização de drogas. Como já foi dito, os aspectos psicossociais exercem um papel muito importante na manutenção da doença, pois passados os sintomas de abstinência, são eles que permanecem. Assim, o acompanhamento de um psicólogo é de extrema relevância para o tratamento da dependência química, pois mais importante do que a abstenção das substâncias que causaram a dependência, é manter o indivíduo afastado das drogas, que será um desafio constante na vida do paciente.
A participação do dependente químico em grupos de apoio, como Alcoólicos Anônimos, Narcóticos Anônimos, e de sua família em grupos respectivos, pode ser muito importante para determinados casos no sentido de promover uma maior motivação e de fazê-lo compreender que a dependência química não é um problema que afeta apenas a sua vida. Ao perceber que outros dependentes conseguem se manter afastados das drogas, o paciente se sente motivado a conquistar o mesmo. A família, ao frequentar grupos de apoio divide suas dificuldades com familiares de outros
dependentes químicos, e aprende diferentes estratégias para lidar com o problema.
FONTES:
Bencorp
MundoPsicologos.com​
TelaVita 
Cemp.com



Aromaterapia Clínica aplicada nos vícios:
O profissional com formação na área deve ter plena consciência de sua capacidade de ação e suas limitações. Primeiramente, o aromaterapeuta clínico jamais faz diagnósticos, a não ser que ele seja um médico, e no caso dos vícios, um psiquiatra. 
O profissional ao atender um paciente em condições de dependência química vai levar em consideração a condição física e o nível de estresse e tensão do individuo. 

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 ​No que se refere ao corpo físico ele vai focar nos sintomas provocados pelo vício, e, em relação ao   aspecto psíquico, ele direcionará seu foco nos níveis de estresse e tensão mental e emocional em que a pessoa se encontra.  O foco deve ser holístico, ou seja, o profissional deverá se atentar as necessidades do sofredor de forma ampla, observando seu sofrimento em geral. 
Outra questão importante, o aromaterapeuta que atua nesta área de cuidados com dependentes químicos deve estar consciente de que, trabalha em conjunto com outros profissionais, o tratamento  é multidisciplinar, assim sendo, ele deverá  estar ciente de que os OE  selecionados para o cliente devem ser aqueles que não irão interagir com outros medicamentos, que possivelmente o cliente esteja utilizando no seu processo de cura. 
​As formas de uso dos OE devem ser de acordo com as necessidades de cada cliente, não há uma forma específica, mas, sim formas que se ajustem ao sofredor. 
Quais OE usar? O profissional bem treinado saberá fazer a melhor escolha, de acordo com as propriedades terapêuticas dos OE, e também de acordo com os elementos químicos contidos nos OE. Sem deixar de mencionar que ele também deverá realizará o teste olfativo antes de preparar inalador pessoal, pois é de suma importância que o cliente aprecie o aroma.
ALERTA! Não se auto medique, não aceite indicação de OE de vendedores de via MMN Marketing Multi Nível, a grande maioria deles não sabem nada de Aromaterapia, são apenas propagadores de uso de OE pelas redes sociais. ​
Não banalize o sofrimento alheio, trate o individuo que luta contra os vícios com respeito. Não indique OE para pessoas que sofrem com a dependência de substâncias nocivas apenas porque você é um vendedor de OE, não seja leviano com o sofrimento alheio. Indique um profissional. 

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Todas as almas nobres têm como ponto comum a compaixão.
Friedrich Schiller

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    Eu sou Vera Guedes, praticante da arte de cuidar com os óleos essenciais há mais de 30 anos. E estou ativa neste canal de comunicação, escrevendo sobre a pratica da Aromaterapia na vida das pessoas que buscam por qualidade de vida através dos benefícios dos óleos essenciais, desde 2014. Sao 10 anos de  ininterrupta comunicação com meus leitores, e eu pretendo continuar por mais alguns anos,  levando o conhecimento sobre a boa pratica da aromaterapia. Escrever neste blog faz parte do meu trabalho, o qual eu realizo com grande satisfação e dedicação. 

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