|
Estresse, o Vilão! O estresse consiste em respostas do organismo a estímulos, desencadeado por fatores externos e internos, é mediado por ação de hormônios, neurotransmissores e ativação do eixo Hipotálamo-Hipófise-Adrenal, modulando respostas metabólicas, endócrinas e imunológicas. Ou seja, estresse é uma reação fisiológica do organismo causada por diferentes fatores, físicos e emocionais, esses fatores são denominados estressores. Quando em contato com o organismo desencadeiam respostas que vão prepara-lo para uma ação de luta ou fuga. A resposta ao estresse abrange uma ampla participação dos sistemas nervoso e endócrino. A união funcional destes dois sistemas de integração do ser humano tem possibilitado o surgimento do conceito de neuroendocrinologia, a ciência que abrange, entre outros aspectos, o controle neural da secreção hormonal e os efeitos dos hormônios sobre o comportamento.
Classificação do stress: ✔️O estresse foi classificado de acordo com a origem do estímulo em 1980 por Barbara B. Brown psicóloga, pesquisadora e Ph.D em farmacologia:
✔️A reação do organismo aos agentes estressores pode ser dividida em três estágios
O corpo reconhece o estressor e ativa o sistema neuroendócrino. Inicialmente há envolvimento do hipotálamo, que ativa o sistema nervoso autônomo, em sua porção simpática. O hipotálamo também secreta alguns neurotransmissores, como dopamina, noradrenalina e fator liberador de corticotrofina. Esse último estimula a liberação de hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) pela hipófise, que também aumenta a produção de outros hormônios, tais como ADH, prolactina, hormônio somatotrófico (STH ou GH - hormônio de crescimento), hormônio tireotrófico (TSH).
A função dessa resposta fisiológica é preparar o organismo para a ação, que pode ser de “luta” ou “fuga” ou se desesperar.
O organismo repara os danos causados pela reação de alarme, reduzindo os níveis hormonais. Entra novamente em ação o sistema nervoso autônomo, na porção parassimpática.
Começa e pode provocar o surgimento de uma doença associada à condição estressante, pois nesse estágio começam a falhar os mecanismos de adaptação e ocorre déficit das reservas de energia. As modificações biológicas que aparecem nessa fase assemelham-se àquelas da reação de alarme, mas o organismo já não é capaz de equilibrar-se por si só. O estresse agudo, repetido inúmeras vezes pode, por essa razão, trazer consequências desagradáveis, incluindo disfunção das defesas imunológicas.
De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o estresse afeta mais de 90% da população mundial e é considerado uma epidemia global. Na verdade, sequer é uma doença em si, mas sim uma forma de adaptação e proteção do corpo contra agentes externos ou internos. É desencadeada por vários fatores e pode manifestar-se em graus elevados.
/
O estresse é, portanto um potencial supressor da proliferação e das respostas imune celular pelos linfócitos Th1, principalmente pela supressão da IL-2, reduzindo a produção de TNF-células natural killers (NK) e macrófagos. O estresse também suprime as resposta imune humoral mediada por anticorpos, inibe a produção de linfócitos Th2 e as citocinas IL-4, IL-5, IL-6, IL-10. A IL-10 suprime a síntese de IL-12 pelos monócitos, macrófagos e linfócitos B.Os glicocorticoides, a adrenalina e noradrenalina portanto, inibem a produção da IL -12 e IL-223,24,35. Sendo que a IL-12 é responsável pela diferenciação dos linfócitos Th1, e a IL-2 responsável pela proliferação dos mesmos. A supressão desses dois fatores é suficientemente capaz de suprimir, fragilizar e reduzir a capacidade do sistema imune responder a estímulos, dificultando assim, uma resposta inflamatória e desestabilizando as atividades do sistema imunológico.
O sistema imunológico, como já foi dito na postagem Sistema Imunológico e Óleos Essenciais , é a defesa do organismo, mante-lo fortalecido só confere benefícios como, prevenir doenças e em casos de adoecimento ter uma recuperação rápida. Atitudes simples na via cotidiana podem fazer toda a diferença para manter o bom funcionamento do sistema imune tais como:
Os óleos mais utilizados para tratar condições de estresse estão entre os mais conhecidos por suas propriedades relaxante, revigorante, desintoxicante, analgésico, soporífero, digestivo, ansiolítico e antidepressivo.
Administrar bem o estresse é essencial para a saúde física, mental, emocional e espiritual. Aquele que administra bem as condições estressantes da vida moderna pode desfrutar de uma vida longeva com prazer. “Para se ter vida longa é preciso viver devagar.” Marcus Cícero: ATENÇÃO! Não se auto medique, busque sempre o acompanhamento de um profissional qualificado. A aromaterapia clínica não substitui outras terapias, trabalha junto. Outra questão de extrema importância, não aceite indicação de OE de vendedores de via Marketing Multi Nível (MMN), pois a grande maioria desses vendedores não sabem nada de Aromaterapia, são apenas propagadores de uso de OE pelas redes sociais.
0 Comentários
Deixe uma resposta. |
AutorEu sou Vera Guedes, praticante da arte de cuidar com os óleos essenciais há mais de 30 anos. E estou ativa neste canal de comunicação, escrevendo sobre a pratica da Aromaterapia na vida das pessoas que buscam por qualidade de vida através dos benefícios dos óleos essenciais, desde 2014. Sao 10 anos de ininterrupta comunicação com meus leitores, e eu pretendo continuar por mais alguns anos, levando o conhecimento sobre a boa pratica da aromaterapia. Escrever neste blog faz parte do meu trabalho, o qual eu realizo com grande satisfação e dedicação. Arquivos
Setembro 2024
|