|
O uso do Frankincense através dos tempos Em alguns países do leste a casca de Frankincense era fervida em grandes quantidades para fazer um banho para febre e para uso interno para problemas gastrointestinais. A decocção da raiz lavada e fervida ingerida copiosamente era usado como remédio para tratar a sífilis. Tanto a casca como a raiz eram cozidos e utilizado como antídoto para ferimento de flecha envenenada, a mistura era ingerida, logo após algumas horas, era dito que os sintomas de tontura e palpitação eram aliviados. O ácido boswellico extraído da resinas de Frankincense foi reportado exibir atividades anti-inflamatória e analgésica. Agora sabemos que o ácido beta-boswellico apresenta propriedades anti-inflamatórias e analgésicas. Al-Kindi, um médico árabe que viveu por volta de 850 d.C escreveu um formulário médico que incluía pelo menos 6 prescrição contendo Frankincense. Os inúmeros usos medicinais do Frankincense estão, provavelmente, resumidos no livro Syriac Book of Medicina, que é baseado em uma coleção de palestras ministradas por um médico, de nome não identificado na Alexandria nos séculos 4 e 5. Os relatos são de que o Frankincense era utilizado para o sangramento nasal, dores de cabeça, doenças nos olhos e ouvidos, gota, paralisia, diarreia, doenças que afetavam a voz e os pulmões, tosse, catarro, pleurisia ou pleurite (inflamação da pleura, revestimento que envolve os pulmões), dor de estômago, doenças do fígado, reclamações nos rins e bexiga, endurecimento do baço, náuseas, doenças do ânus e disenteria. Historicamente, o Frankincense tem sido amplamente aceito como um tratamento ideal para vários tipos de lesões de pele; para implicações que indicavam a possibilidade de atividade antimicrobial. Os antigos egípcios certamente estavam bem cientes de suas propriedades e usavam enormes quantidades para uma ampla variedade de formulações cosméticas e medicinais. Há algumas indicações de que as resinas viscosos, tais como o Frankincense podem ter sido usados pelos egípcios como uma forma de fita adesiva. Isso ocorreu, principalmente para manter as bordas de ferimentos de cortes juntos. Apenas nos tempos modernos isto foi descoberto que é melhor manter as bordas dos ferimentos juntos, com fitas micropore se a ferida é infectada, em vez de utilizar pontos que impeçam a fuga de pus. Por volta de 400 aC Hipócrates, conhecido como o pai da medicina moderna, escreveu uma receita para úlceras persistentes. Essa prescrição continha, entre muitas coisas, Frankincense e Mirra, possivelmente, para proporcionar um agradável perfume a uma ferida fétida, bem como contribuir com a ação antimicrobiana, e seu efeito drenador e curativo. Era comum na Grécia antiga para incluir Frankincense em unguentos para tratar feridas e cortes. Na Arábia, membros fraturados eram tratados com a goma macia do Frankincense, a qual era colocada entre camadas. Estas camadas eram amarradas em torno do braço ou perna fraturado, definindo bem a resina ao membro que formava um molde perfeito, muito semelhante ao gesso moderno. Outras civilizações também descobriram a eficiência e fizeram uso do Frankincense para tratar problemas de pele. Por exemplo, na China foi componente de várias soluções para a pele, incluindo queles para tratar hematomas ou feridas infectadas. Também foi usado na Índia para feridas, bem como também como remédio para reumatismo. Avicena, o médico árabe do século 11, se referiu ao Frankincense como uma substancia anti inflamatória para infecção do trato urinário, ele também defendeu seu uso para tumores, febre, vômitos e disenteria. De acordo com Plinio, na Arábia o Frankincense foi usado como antídoto para o envenenamento. Frankincense foi muitas vezes combinados com Mirra em tratamentos médicos. Celsus sugeriu que as seguintes doenças iria responder bem ao seu poder de cura: alívio da dor no flanco direito e disfunções no fígado, inflamação dos olhos e ouvidos, hemorroidas, pedra na vesícula, inflamação da vulva e genitais, para induzir a menstruação e fratura do crânio. Peter Holmes diz que o Frankincense é um incenso atemporal dos deuses solar ocidental que inclui os sumérios, babilônios, persas, egípcios, hebreus e gregos. É o aroma usado mais consistentemente nas práticas religiosas ocidentais, tanto cerimonial como na meditação. A resina foi incensada por um lado para criar uma conexão aromática entre os seres humanos com a Divindade em uma união transcendental, para induzir o estado de contemplação focado, necessário para a aspiração ao divino, ao espírito, por outro lado, a resina foi queimado para abençoar e inspirar os humanos com a própria fragrância da divindade. É o poder divino que dispersa de forma eficiente as forças da energia do mal, o aspecto negativo responsáveis pelas doença e mau karma entre a humanidade. Este é verdadeiramente o aroma da Purificação. Frankincense & Mirra - Martin Watt & Wanda Sellar Nos tempos antigos, apenas os puros de mente, corpo e espírito eram autorizados a comungar com o Divino. O suplicante, antes de sua união com a divindade tinha seu corpo limpo com Mirra e seu espírito purificado com Frankincense. Sistemas geniturinário e respiratorio Mulheres iemenitas judaicas costumavam queimar Frankincense debaixo da cama da mulher em trabalho de parto para que, a fumaça ai entrar em seu corpo lhe permitiria dar a luz a criança com facilidade. No terceiro dia após o parto, as mulheres reuniam para a celebração queimando Frankincense. Cada mulher ficava por um tempo próximo do incensario de Frankincense para a incensação. Isso era particularmente benéfico para a mãe pois era creditado ao Frankincense o poder para curar cicatrizes do parto e reduzir as infecções pós-parto. Era costume para uma mulher ficar em casa por 40 dias após o parto. Quando ela saia de casa pela primeira vez, ela era incensada com Frankincense. O National Dispensatory, A Stille & JM Maisha 1879 sugere que seu uso expulsa lochia (corrimento vaginal de muco e sangue após o parto), bem como promove menstrual e, também como um ingrediente para o tratamento de leucorréia. Foi referido como sendo útil como um expectorante em catarro bronquial e asma infantil, foi aplicado em pomadas para várias úlceras, incluindo as causadas por queimaduras, bem como frieiras, erupções cutâneas e inflamação dos olhos. Mais recentemente, foi um ingrediente de vários emplastros estimulante e, seu aroma usado para perfumar e combater odores desagradáveis. Cursos Aromaterapia Clínica em varias modalidades
0 Comentários
Deixe uma resposta. |
AutorEu sou Vera Guedes, praticante da arte de cuidar com os óleos essenciais há mais de 30 anos. E estou ativa neste canal de comunicação, escrevendo sobre a pratica da Aromaterapia na vida das pessoas que buscam por qualidade de vida através dos benefícios dos óleos essenciais, desde 2014. Sao 10 anos de ininterrupta comunicação com meus leitores, e eu pretendo continuar por mais alguns anos, levando o conhecimento sobre a boa pratica da aromaterapia. Escrever neste blog faz parte do meu trabalho, o qual eu realizo com grande satisfação e dedicação. Arquivos
Setembro 2024
|

