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As fotos acima, Stacey Haluka mostra o resultado do uso de óleos essenciais no rosto. Stacey Haluka descobriu os óleos essenciais (OE) como muitas outras pessoas nos últimos anos - por meio de uma conhecida que trabalhava para uma empresa de marketing multi nível. (MMN) Durante uma apresentação em casa, a “defensora do bem-estar” apresentou os óleos aromáticos como remédios naturais inofensivos que podem tratar de tudo, desde pequenas irritações da pele e mudanças de humor até o autismo e declínio cognitivo. Eles eram tão puros, que Haluka tinha certeza de que podiam ser ingeridos com segurança e aplicados livremente. “Eu me apaixonei completamente e comecei a usá-los todos os dias”, diz Haluka, uma escritora e palestrante motivacional de 47 anos de Ontário, Canadá. Ela aromatizou sua água com óleos cítricos, que diziam desintoxicar e banhou sua pele com Lavanda para aliviar o estresse. Quando uma leve erupção apareceu em seu antebraço, um vendedor disse-lhe que era uma reação normal de “desintoxicação” e foi aconselhada a passar o óleo de olíbano (Frankincense). E ela o fez. Mas depois de alguns meses, começaram a se espalhar vergões por seu abdômen e subir pela nuca. Por fim, ela foi parar na emergência de um pronto socorro, com os olhos inchados, bolhas se espalhando pelo rosto, os médicos rapidamente prescreveram esteroides. Seu diagnóstico: uma reação tóxica severa aos óleos essenciais. “Quatro anos depois, ainda tenho dificuldades”, diz Haluka, que tem cicatrizes e ainda é muito sensível aos OE que precisa escolher cuidadosamente seus produtos de higiene pessoal, pois fica com urticária quando está perto de alguém que está usando. Agora ela está processando a empresa que fornece os óleos que ela usava. Haluka está entre um número crescente de pessoas que apresentam reações alérgicas (queimaduras) químicas e problemas respiratórios e outros efeitos colaterais das populares substancias aromáticas. Só no ano passado, as vendas no varejo dos EUA de OE aumentaram 14%, de acordo com a empresa de pesquisa de mercado SPINS. Isso sem incluir dezenas de milhões em vendas por profissionais de marketing multi nível que vendem diretamente para as pessoas, por meio de distribuidores independentes. Esses distribuidores, mais a demanda elevada por remédios “naturais” de venda livre em balcões das lojas, que se denominam livres dos efeitos colaterais, que podem vir com medicamentos prescritos, tem alimentado o aumento do interesse por OE entre as pessoas que usam a medicina alternativa ou convencional. A medida que o uso "faça você mesmo" explode, as preocupações também aumentam. “Definitivamente, há uma ciência confiável por trás de certos benefícios para certos óleos essenciais” diz a dermatologista Cynthia Bailey de Sebastopol, CA. “Mas a escolha deve ser feita com sabedoria e não se deve usá-los de forma indiscriminada” Os OE apresentam grandes benefícios, sim, são terapêuticos, mas a questão é que, dizem os críticos (incluindo aromaterapeutas de longa data), as empresas vendedoras exageram o seu potencial e minimizam (ou nem mencionam) os riscos. Desde 2014, o FDA tem enviado cartas de advertência a um grande número de empresas por fazerem alegações infundadas de que seus óleos podem tratar tudo desde herpes ao ebola. O FDA diz que apenas os fabricantes de medicamentos que passaram pelos rigorosos processos de aprovação da agência podem fazer tais afirmações. Enquanto isso, usuários leigos e mal informados abusam deles. Um grupo de aromaterapeutas preocupados, do Atlantic Institute for Aromatherapy, começou a coletar relatórios de lesões, via online e desde o outono de 2013 já foram relatado mais de 268 casos, que variam desde erupções cutâneas leves e choque anafilático a queimaduras químicas internas pelo uso de óleos para tratar infecções vaginais por fungos. Só em 2017, 55 pessoas, incluindo cinco crianças e duas mulheres grávidas, relataram reações graves. (A organização estima que menos de 5 a 10% das reações adversas são relatadas). Os grupos online estão fervilhando de histórias de terror e vídeos que documentam reações ruins, incluindo um grupo do Facebook, “The Unspoken Truth About Essential Oils”, que agora conta com quase 4.000 membros. O dermatologista Bailey, da Califórnia viu erupções nas pálpebras por gotículas de OE que foram liberadas por difusores, também viu bolhas ao redor da boca, por uso de Enxaguatório bucal feito com óleo de hortelã pimenta ou bálsamo labial, ele também relata que viu bolhas do tamanho de uma moeda de dez centavos nos dedos dos pés do paciente, que usou tea tree não diluído para tratar fungos. O uso excessivo pode levar a problemas duradouros, como aconteceu com Haluka. “Depois que você se tornar sensibilizado, será para sempre alérgico a ela”, diz Bailey. Representantes da doTERRA, líder do setor com mais de 5 milhões de distribuidores independentes ou "defensores do bem-estar" em todo o mundo, dizem que a taxa de reações negativas da empresa é quase insignificante, apenas 0,0072% dos usuários relatam reações negativas. “Educação e segurança são as principais prioridades da doTERRA”, disse a empresa em um comunicado. Dizem que oferecem treinamento online mensal de segurança para distribuidores e oferece guias de segurança aos consumidores. (Duvido, isso é o que eles dizem!) A empresa, recebeu uma carta de advertência do FDA em 2014 por fazer alegações infundadas sobre seus produtos, disse que está determinada a garantir que seus distribuidores não exagerem nas alegações. Comentaria meu: No Brasil acho que estas advertências não são passadas, até porque tal advertência vai contra a política de venda da empresa que é vender, vender e vender. Não importa se causa danos a saúde da população. ATENÇÃO! Sobre os OE, não se auto medique, busque sempre o acompanhamento de um profissional qualificado. A aromaterapia clínica não substitui outras terapias, trabalha junto. Outra questão de extrema importância, não aceite indicação de OE de vendedores de via Marketing Multi Nível (MMN), pois a grande maioria desses vendedores não sabem nada de Aromaterapia, são apenas propagadores de uso de OE pelas redes sociais.
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AutorEu sou Vera Guedes, praticante da arte de cuidar com os óleos essenciais há mais de 30 anos. E estou ativa neste canal de comunicação, escrevendo sobre a pratica da Aromaterapia na vida das pessoas que buscam por qualidade de vida através dos benefícios dos óleos essenciais, desde 2014. Sao 10 anos de ininterrupta comunicação com meus leitores, e eu pretendo continuar por mais alguns anos, levando o conhecimento sobre a boa pratica da aromaterapia. Escrever neste blog faz parte do meu trabalho, o qual eu realizo com grande satisfação e dedicação. Arquivos
Setembro 2024
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