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Óleos Essenciais e o Vinhos - Nobres e Comuns

14/6/2018

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Os óleos essenciais e os vinhos são substâncias que tem alguns  aspectos  em comum importantes, tanto um quanto o outro  podem ser Nobres ou Comuns:
Nobres - altamente refinados, excelente qualidade,  e valores elevados.
Comuns -  baixa qualidade, desprovidos de refinamento  e bem baratos (alguns tentam enganar elevando o preço).  
Em ambos os casos a nobreza do produto vem do cuidado que se deve ter com o cultivo das plantas e o método de destilação da matéria orgânica para se obter o OE e o vinho, e com certeza,  a  produção desses produtos é bem limitada. 
Fique atento, produtos nobres não se produz em larga escala! 
Produção massiva de OE
Produção massiva de VINHO

  • Óleos Essenciais 
Óleos Essenciais (OE) são moléculas  aromáticas  extraídas de diferentes partes (folhas, flores, madeira, raizes e etc...) de determinadas  plantas encontradas no reino vegetal.  O processo de extração da fragrância das  plantas aromáticas  é a arte de tornar visível o invisível, ao materializar as  moléculas  aromáticas através da arte da destilação, ao transformar o  aroma invisível  em um  precioso liquido visível, a bela arte da destilaria  abre um campo para a ação da Ciência,  que então entra  em cena   e trabalha  para decodificar quem são essas inúmeras moléculas aromáticas que encantam  o nosso  sentido olfativo ao exalar o seu  AROMA ao seu redor. 
 É também através do trabalho da ciência, que ao  estudar todos os elementos químicos  que formam a estrutura básica  dos OE (em alguns casos mais de 500, como no caso do OE de Rosa damascena),  é que se descobre as inúmeras propriedades terapêuticas destas moléculas aromáticas, e quais são os seus benefícios para a humanidade.   Os efeitos terapêuticos de plantas aromáticas era conhecido empiricamente  (conhecimento 
adquirido através da observação e experiência), por  inumeros povos por tempo longínquo. O que  faz  a ciência hoje é  confirmar, através de   estudos e pesquisas,  a existência das propriedades terapêutica dos Aromas produzidos nas plantas, para que assim possamos fazer uso  com conhecimento e confiança. 
  • Extração:
Como  os óleos são extraídos das plantas, variam de acordo com o local de origem ou com a parte da planta a partir da qual são produzidos. ​
  • Plantas que produzem o OE  na sua parte externa, exemplos:    Lavandula angustifolia, Rosmarinus officinalis, Salvia sclarea  para estas plantas  colheita e a destilação devem ser processadas de forma muito gentil, para não danificar e ou desperdiçar o produto final. 
  • Plantas que  produzem OE nas partes mais profundas de sua estrutura como:   Cedrus atlantica,  Cupressus sempervirens, Aniba roseodora, Santalum álbum  - para estas plantas  o processo de destilação deve ser mais rude ou mais forte. 
  • Plantas  que produzem  resina externa, que fornece o OE - neste caso, as plantas em si se mantêm intactas como no caso da  Commiphora myrrha, Baswellia sacra (carterii). ​
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  • Fatores que afetam a destilação:  temperatura e pressão ​
Temperatura e  pressão  afetam a qualidade do OE, por exemplo, se a pressão ou a temperatura é demasiadamente  elevada afeta a qualidade do óleo, é exatamente como cozinhar vegetais com excesso de temperatura. 
O excesso de temperatura não é adequado para os constituintes químicos do OE, pois quando mais aquecido for mais sofre adulteração, e algumas moléculas podem ser destruídas completamente. Até mesmo o pH e a polaridade química do OE, em temperatura elevada,  pode ser  completamente alterado.  Assim sendo, ficou estabelecido que é condição sine qua non que a destilação dos óleos,  para propósito terapêutico,  seja praticada em baixa pressão e temperatura. Henri Viaud, renomado  destilador de OE na Provence desenvolveu em 1983  um guia para a produção de OE para uso terapêutico, onde ele afirma que a destilação para os OE de uso terapêutico  deve ser feita em  baixa pressão. Apesar das desvantagens do processo agressivo de destilação, alta temperatura e pressão é  frequentemente usado para produzir grandes quantidades de óleo em um curto período de tempo. Estes óleos são geralmente destinados para uso nas industria alimentícia, cosmética e produtos de limpeza, mas comumente esses OE são vendidos para consumidores finais como óleos essenciais para uso na pratica da aromaterapia.​
Ver alguns exemplos de destilação: 
  • Exemplo 1 - Cipreste - cupressus sempervirens, para destilar 1.000  quilos de matéria orgânica, e extrair meio quilo de OE, a pressão em libra deve ser 0 e  a  temperatura adequada   220 graus,  o tempo ideal deve ser de   24 horas.  Qualquer coisa menos do que isto irá produzir um OE  contendo  menos  18 a 20 constituintes químico, ou seja, um OE impróprio para uso terapêutico 
  • Exemplo 2 - Tea tree - Melaleuca alternifolia - Para destilar   500 quilos  de material, que irá  produzir em media   6 quilos de OE a  pressão ideal  deve ser 3 libras, e a  temperatura adequada  218 graus, e o tempo de destilação entre 2 a 3 horas para se obter um óleo de qualidade terapêutica ideal. 
  • Exemplo 3 - LAVANDA Lavandula angustifolia. Geralmente produtores fazem a   destilação  em pressão alta 155 libras, e a uma temperatura de 350 graus, temperatura considerada elevadíssima para a extração deste OE  para uso medicinal, que deve ser no máximo de 132 graus, que é para proteger suas moléculas e não causar  danos.  E o tempo de destilação da produção comercial é de  15 a 20 minutos, enquanto que  para o uso terapêutico, o tempo deve ser de  2:30h, menos que isto já se perde boa quantidade das propriedades terapêuticas desta fabulosa planta. 
Como se pode ver  nos exemplos citados, a destilação pode ser um processo caro e demorado, e para cortar o custo muitos produtores cortam o processo de destilação, mas, este procedimento  também corta  o  potencial terapêutico do OE  destinado para o  uso da Aromaterapia.  É importante saber que essa conduta não vai interferir  em nada para a Aromaterapia Comercial e ou  para as  industrias da fragrância, cosmética, produtos de limpeza e outras  mas, vai interferir profundamente na ação do óleos essenciais  para fins terapêutico. 
Fique atento! Conhecimento nunca é demais, leia a matéria com atenção,  e atente-se para os produtos - comuns -  oferecidos no mercado (farmácias, lojas de produtos naturais, lojas de produtos para cosméticos e perfumaria,  e vendas MMN. Se você é profissional da área da saúde e pratica a aromaterapia clínica,  sugiro que busque adquirir produtos direcionados para uso profissional terapêutico, os quais geralmente não são encontrados em abundância nas prateleiras de lojas afins. Lembre-se, produtos nobres não se produz em larga escala. 
Sugestão: para adquirir Óleos Essenciais  para uso na aromaterapia clínica acesse: OEA 
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    Eu sou Vera Guedes, praticante da arte de cuidar com os óleos essenciais há mais de 30 anos. E estou ativa neste canal de comunicação, escrevendo sobre a pratica da Aromaterapia na vida das pessoas que buscam por qualidade de vida através dos benefícios dos óleos essenciais, desde 2014. Sao 10 anos de  ininterrupta comunicação com meus leitores, e eu pretendo continuar por mais alguns anos,  levando o conhecimento sobre a boa pratica da aromaterapia. Escrever neste blog faz parte do meu trabalho, o qual eu realizo com grande satisfação e dedicação. 

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