|
O tema sobre OE tem sido amplamente discutido; atualmente, parece que o Brasil se destaca como um centro de especialistas na matéria. No entanto, muitos desses especialistas se revelam vendedores de substâncias aromáticas que tentam impressionar potenciais clientes com seus conhecimentos superficiais. A história sobre este assunto é bem interessante, e são raros os que sabem de fato. OS ÓLEOS ESSENCIAIS SÃO PRODUZIDOS HÁ MUITOS ANOS, MAS NÃO PARA O USO NA AROMATERAPIA, E SIM PARA INDÚSTRIAS QUE CONSUMEM O PRODUTO. Para esclarecer, os óleos essenciais (OE) são substâncias voláteis que facilmente se transformam em gás, extraídas de plantas aromáticas, e constituem matérias-primas de grande importância para as indústrias cosmética, de perfumaria, fragâncias, produtos de limpeza, cigarros, farmacêuticos, preparados odontológicos, alimentícia, bebidas, tintas, têxtil, spas e aromaterapia. A produção comercial significativa de óleos essenciais naturais no Brasil começou no início do século XX, alicerçada no extrativismo de essências nativas, principalmente do Pau Rosa. A partir de 1940, em resposta àgrande demanda das indústrias ocidentais, que enfrentaram a perda de suas fontes tradicionais devido à II Guerra Mundial, a produção de óleos essenciais no Brasil tornou-se mais organizada, com a introdução de outras culturas para a obtenção de óleos de menta, laranja, canela, sassafrás, eucalipto, capim-limão, patchouli, entre outros, voltada principalmente para o mercado externo. Nas décadas seguintes, contudo, empresas internacionais produtivas de perfumes, cosméticos e produtos farmacêuticos e alimentares passaram a se estabelecer no país, contribuindo para a solidificação e desenvolvimento do nosso mercado interno. Cronograma de produção de OE no Brasil no século xx 1927 – Início da indústria nacional de óleos essenciais (OE) com a extração do óleo de pau-rosa, que declinou nos anos 1970 devido à falta de investimento e ao incentivo de produtos importados. 1930 – primeiro registro de extração de OE de laranja em SP por imigrantes italianos 1936 - iniciou-se a cultura de Mentha arvensis (menta japonesa) com objetivos comerciais (a partir de sementes importadas do Japão). Foram os imigrantes japoneses que trouxeram sementes da erva. 1940 – Surgimento de um importante setor agroindustrial focado no capim-limão (lemongrass) e palmarosa, atendendo àdemanda interna, junto com vetiver, eucalipto citriodora e cabreuva, voltados para exportação. 1943 – A produção aumenta para atender à demanda dos EUA por compostos terpênicos como alternativa a solventes químicos. No entanto, a indústria entrou em decadência na década de 1950 devido à diminuição da demanda, sendo reativada apenas na década de 1960. 1950 – Empresas internacionais especializadas na utilização de óleos essenciais para a produção de fragrâncias destinadas às indústrias de perfumes, cosméticos, alimentos, farmacêuticos e higiene se instalaram no Brasil. 1960 – menta arvensis, sassafrás e pau-rosa estendendo-se para menta piperita e laranja. 1970 – declínio da produção nacional provocado pelo incentivo cada vez maior às importações de OE, com repercussão negativa na produção nacional, e esse incentivo só aumentou até que a produção nacional sucumbiu. Momento atual - Mais de 80 empresas de grande e médio porte estão ativas no Brasil, integrando a indústria de óleos essenciais. ATENÇÃO! Fornecedores com * oferecem produtos em quantidades. Fiz uma rápida pesquisa no GOOGLE e trago aqui para o leitor uma lista com alguns dos principais fornecedores: Esses são apenas alguns dentre os muitos disponíveis no mercado brasileiro. Recomendo que você pesquise, visite os sites, conheça os produtos, compare os preços e escolha adquirir seus produtos aromáticos de fornecedores nacionais. Opte pelo fornecedor que melhor atenda às suas necessidades pessoais ou profissionais.
Evite cair na conversa de "consultores de bem-estar" que afirmam que os óleos essenciais que vendem são os "MAIS PUROS DO MUNDO". Eles geralmente replicam narrativas de seus UPLINES e, na verdade, essa afirmação é apenas uma estratégia de marketing vazia. Sugiro que você dê preferência para os fornecedores brasileiros.
2 Comentários
Inalva Nazaré Ruettimann
23/1/2024 04:00:00 pm
Muito bem dito sobre os consultores de óleos essenciais e de alguns profissionais que sabem falar bonito e enganar um publico que desconhece tudo que envolve o processo terapeutico com óleo essencial que é muito mais que um aroma .Algumas dessas pessoas se intitulam de médicos e vejo atualmente a Aromaterapia no Brasil como uma mistureba de joio e trigo que para uma pessoa leiga e carente vê nessa terapia a salvação para suas dores físicas e emocionais. Ando um tanto quanto decepcionada com algumas posturas de colegas meus que estou vendo florescer na Aromaterapia brasileira .
Responder
Vera
23/1/2024 04:15:14 pm
Sim, as coisas só pioram, depois que esses americanos entraram trazendo seus produtos com essa proposta de negocio de rede, a aromaterapia só vem decaindo, esses caras ainda vao acabar com a credibilidade do trabalho do aromaterapeuta. Vejo isto com muita tristeza, ainda nao desisti de mostrar o quanto essa gente está induzindo as pessoas ao erro, erro no uso abusivo de perfumes, e erros financeiros. Brasil é mesmo uma terra de ninguém.
Responder
Deixe uma resposta. |
AutorEu sou Vera Guedes, praticante da arte de cuidar com os óleos essenciais há mais de 30 anos. E estou ativa neste canal de comunicação, escrevendo sobre a pratica da Aromaterapia na vida das pessoas que buscam por qualidade de vida através dos benefícios dos óleos essenciais, desde 2014. Sao 10 anos de ininterrupta comunicação com meus leitores, e eu pretendo continuar por mais alguns anos, levando o conhecimento sobre a boa pratica da aromaterapia. Escrever neste blog faz parte do meu trabalho, o qual eu realizo com grande satisfação e dedicação. Arquivos
Setembro 2024
|