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Psicossomática e Aromaterapia - Câncer!

4/2/2021

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Existem hoje, mais de oitocentas doenças agrupadas sob o nome de câncer. Todas resultando do crescimento autônomo e desordenado de uma pequena parte do organismo. Entretanto, na prática médica, cada uma delas é abordada de forma diferenciada e tratada de acordo com seu órgão de origem e extensão no organismo.
A cada dia tornam-se mais frequentes os diagnósticos de câncer. Nos países desenvolvidos estas doenças, também chamadas de neoplasias malignas, já representam a segunda maior causa determinante dos óbitos, ficando atrás apenas das doenças cardiovasculares. Não se trata de uma epidemia. Ocorre que o melhor controle sobre as demais doenças vem permitindo uma vida mais longa, o que abre espaço para o desenvolvimento do câncer.
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Por trás do diagnóstico “câncer” oculta-se um padrão que pode se expressar em uma grande variedade de sintomas. Cada um deles afeta toda a existência da pessoa, não importando em qual órgão tenha se originado. Neste ponto, o acontecimento do câncer é demasiado complexo para estar relacionado apenas com o órgão afetado. Sua tendência de propagar-se por todo o corpo mostra que se trata de toda a pessoa. O câncer, sob a forma de fantasma que assombra nossa época, toca, não apenas aqueles que são diretamente afetados, mas toda a sociedade que o transformou em tabu como nenhuma outra afecção. Mais da metade dos afetados pelo câncer morrem, e a taxa em números absolutos de mortes por câncer continua subindo, apesar dos avanços conseguidos pela Medicina. No entanto, graças ao aperfeiçoamento dos métodos de diagnóstico e tratamento, o câncer já não apresenta necessariamente uma sentença de morte. Flagrados em estágio inicial, sessenta por cento dos casos tem cura.

  • Sobre sua etiologia, de forma resumida,  o que a ciência tem a dizer:
Todo câncer surge pela combinação de fatores ambientais com predisposições genéticas. Trata-se de uma doença geneticamente determinada e constitucionalmente programada. Estímulos externos, químicos, físicos ou biológicos, ou chamados agentes cancerígenos, ao determinar modificações do material genético de uma célula, tornam-se responsáveis pela sua malignização.
​Um grande passo foi dado com a descoberta dos fatores de risco do câncer:
  • alimentação (35%),
  • cigarro (30%),
  • sol (10%),
  • hereditariedade (10%),
  • viroses (7%),
  • exposição a produtos químicos (4%),
  • álcool (3%)
  • exposição à radiação (1%).
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  • Sobre os fatores psíquicos e sociais, de forma resumida, o que os estudiosos têm a dizer:
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Galeno, médico grego do século II, atribuía o surgimento do câncer a uma propensão à melancolia.
É cada vez maior o número de pesquisadores que reconhecem o papel dos fenômenos psíquicos e psicossociais no desenvolvimento do câncer. Fatores sócio-culturais possivelmente associados ao desenvolvimento do câncer já foram investigados há décadas, mediante extensos questionários e avaliações minuciosas. Diferenças de classes sociais, de atividades ocupacionais, de elementos ambientais e do estilo de vida, foram associadas aos variáveis riscos para o câncer. Essas pesquisas têm apontado cada vez mais para os componentes emocionais e comportamentais associados ao desenvolvimento de doenças malignas (Cox T, Mackay C, 1982).
Há muito tempo vem-se estudando elementos emocionais que acompanham e/ou antecedem o aparecimento das neoplasias. Já são centenas as pesquisas que investigam, nos últimos anos, a relação entre estresse, depressão e função imunológica.
Sir. James Paget, há mais de um século definiu o câncer: "São tão freqüentes os casos em que a ansiedade profunda, a esperança adiada e o desapontamento, são rapidamente seguidos pelo crescimento e aumento do tumor, que não podemos duvidar que a depressão mental seja um poderoso complemento para as outras influências que favorecem o desenvolvimento da formação cancerosa."
  • Não gerenciar perdas de forma consistente no plano emocional:
Temoshok (citado por Cox T e Mackay C) sugere que dois grupos principais de fatores possam estar relacionados a um risco aumentado do câncer:
  1. Perda de uma relação importante (frequentemente pai, mãe, filho ou cônjuge)
  2. Grande inabilidade em expressar sentimentos (hostis, irritáveis, etc) ou uma liberação inadequada das emoções.
​Entre esses sentimentos de perda de relações, o luto parece desempenhar papel preponderante.
  • O papel dos sistemas nervoso central e  imunológico: 
Os diversos mecanismos psicofisiológicos que relacionam as emoções com o início do câncer adquirem força quando se considera o papel do sistema nervoso central na regulação do sistema imunológico. Tem-se verificado que a função imunológica do organismo, mais precisamente a resposta imunológica à estimulação linfocitária, era suprimida em viúvos nos primeiros meses que se seguiam à morte da esposa. Uma supressão menos pronunciada era também observada do quarto ao décimo quarto mês de luto.
  • Duas visões bem resumidas do  câncer:  
  1. A Medicina organicista (ortodoxa) ensina a “ler” a enfermidade, do ponto de vista do médico e do laboratório.
  2. A Medicina Psicossomática, no caso a Psiconcologia, pretende “ler”, escutar e compreender a enfermidade, o câncer, a partir do paciente. 
Um exame físico e centenas de determinações bioquímicas e radiológicas podem demonstrar que um homem está “normal”.
Uma ú
nica entrevista psicossomática adequada pode nos mostrar que esse mesmo homem está gravemente enfermo, caminhando para desenvolver um câncer.
  • Para terminar, vemos a visão da Aromaterapia Clínica e alguns possíveis Óleos Essenciais (OE) que podem ser utilizados para contribuir com o tratamento do paciente oncológico. 
Entre os vários Óleos Essenciais (OE) que temos ao nosso dispor para atuar na Aromaterapia Clínica aplicada nas doenças emocionais que incluem o câncer daremos especial atenção aos OE com ações:
  • Antioxidante
  • Imunoestimulante 
  • Anti-inflamatório 
  • ​Antidepressivo
  • Ansiolítico
  • Antiestresse  
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  1. A atividade antioxidante é a base de muitas das propriedades terapêuticas atribuídas aos óleos essenciais e seus constituintes, incluindo uma série de efeitos anticancerígenos. Embora o tratamento do câncer não faça parte da prática da aromaterapia, várias investigações destacaram esse potencial do óleo essencial. Estes óleos podem ser usados na prescrição com intenção preventiva, ou quando a manutenção ou melhoria do bem-estar geral é o principal objetivo. 
  2. (Jennifer Peace Rhind pag 104, 2016)

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  • Segue uma pequena lista dos OE que contêm as propriedades acima citadas: 
➢  Alecrim (Rosmarinus officinalis):
Antioxidante - possui atividade antioxidante comprovada, varre radicais livres para fora do corpo. Tem efeito hepatoprotetor (protege os hepatócitos - células hepáticas- contra agentes tóxicos), ajuda a zelar pela saúde do fígado, órgão suscetível a toxidade química, acredita-se que os xenobioticos são convertidos em espécie reativa de oxigênio, induzindo assim o estresse oxidativo, provocando danos em macromoléculas.
Antidepressivo – automassagem abdominal pode aumentar a atenção, a vivacidade e a alegria, ao mesmo tempo que aumenta a frequência respiratória.
➢ Gengibre (Zingiber officinale):
Imunoestimulante 
– restaura a resposta imunológica humoral. OE indicado quando ocorre baixo nível de motivação, apatia, indecisão e desconexão com a vida.
➢  Camomila alemã (Matricaria recutita):
Antioxidante, antiproliferativo 
(inibe a multiplicação das células), citotóxico (impede o crescimento de um tecido celular). Anti-inflamatorio poderoso.
➢  Limão (Citrus limon):
Antioxidante e antiaterosclerótico.
Antidepressivo, 
estudo em 2006, mostrou que seus componentes limonene e citral podem diminuir o nível de estresse físico e psíquico por manterem baixa a concentração dos níveis séricos de cortisol. Pode inibir a colinesterase, (Colinesterase aumentada está presente em indivíduos obesos e diabéticos). Eleva o potencial cognitivo.
➢  Rosa (Rosa damascena):
Em 2009 foi realizado estudo demonstrando que a absorção transdermal do OE foi capaz de produzir estado de relaxamento, este estudo deu suporte para o uso deste OE para aliviar estresse, depressão e ansiedade, também minimizou irritação e alteração de humor. Anti-inflamatório.
➢  Patchouli (Pogostemon cablin):
Imunoestimulante – 
estudos confirmam que este OE fortalece as atividades imunológicas e a resistência a infecções bacterianas.
Anti-inflamatório e calmante – estudo realizado em 2002 mostrou que seu uso via inalação inibiu a atividade do sistema nervoso autônomo simpático, e diminuiu em 40% o nível de adrenalina.
Os OE orientados acima (existem vários outros OE que podem ser utilizados), devem ser diluídos em carreadores apropriados, e na porcentagem adequada para a pessoa em tratamento. Ou seja, devem ser recomendados e preparados por profissionais capacitados para trabalhar com pacientes oncológicos.  Se você não tem formação em Aromaterapia Clínica, não se aventure a indicar, seja responsável, seja ético. 
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Atenção!  A Aromaterapia Clínica não afirma curar doenças oncológicas, mas, sim que atua em conjunto com outras terapias, para o benefício do paciente em tratamento. 
Fonte: Matéria parcial sobre Aromaterapia Clínica  aplicada na Psicossomática e o Câncer  - Vera Guedes Aromatherapy

ATENÇÃO! Sobre os OE, não se auto medique, busque sempre o acompanhamento de um profissional qualificado. A aromaterapia clínica não substitui outras terapias, trabalha junto. Outra questão de extrema importância, não aceite indicação de OE de vendedores de via Marketing Multi Nível (MMN), pois a  grande maioria desses vendedores não sabem nada de Aromaterapia, são apenas propagadores de uso de OE pelas redes sociais. ​
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    Eu sou Vera Guedes, praticante da arte de cuidar com os óleos essenciais há mais de 30 anos. E estou ativa neste canal de comunicação, escrevendo sobre a pratica da Aromaterapia na vida das pessoas que buscam por qualidade de vida através dos benefícios dos óleos essenciais, desde 2014. Sao 10 anos de  ininterrupta comunicação com meus leitores, e eu pretendo continuar por mais alguns anos,  levando o conhecimento sobre a boa pratica da aromaterapia. Escrever neste blog faz parte do meu trabalho, o qual eu realizo com grande satisfação e dedicação. 

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