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Sentido olfativo - o Sentido da Vida!

3/2/2021

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A olfação, de acordo a neurologia, envolve pelo menos 550 milhões de anos atrás. Existem muitos estudos sobre a anatomia do sentido olfativo, e cada vez mais cientistas se interessam por desvendar seus segredos e chegar ao âmago do sentido que confere vida e que tem acesso direto com o sistema nervoso autônomo e límbico, ao contrário dos outros sistemas sensoriais, que necessitam do tálamo, para que suas informações sejam decodificadas. 
​Como se diz, a ciência ainda fareja explicações para a questão de como o cérebro identifica um odor.

  • Breve passagem pela anatomia do olfato:
O olfato é um dos cinco sentidos. Por meio do olfato o homem, assim como os demais animais, percebe diferentes odores. Em comparação com o olfato de outros mamíferos, o olfato do ser humano é pouco desenvolvido.​
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O principal órgão do sistema olfativo é o nariz. As células olfatórias (ou mucosa amarela) localizadas no topo da cavidade nasal captam as moléculas aromáticas dissolvidas no ar. Funciona da seguinte forma: ao inspirarmos, o ar entra pelo nariz e alcança as células olfatórias, que, estimuladas pelas moléculas aromáticas, enviam impulsos nervosos ao cérebro, onde são produzidas as sensações olfatórias. A sensibilidade das células olfativas é grande, de modo que poucas partículas são capazes de estimulá-las e produzir a sensação de odor. Quanto maior o estimulo, maior a intensidade da sensação de odor.
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O sistema olfativo é capaz de detectar um odor de cada vez, sendo que um odor pode ser a combinação de vários odores diferentes. Em situações nas quais existem vários odores no ar, o odor mais intenso será o dominante, ou no caso de odores da mesma intensidade, a sensação oscilara entre os odores sentidos. Outra curiosidade sobre o olfato é sua capacidade adaptativa. Ao sermos expostos a um forte odor, a sensação olfativa que a princípio é intensa, após alguns minutos, torna-se imperceptível.
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Informação de grande importância: 
Todo esse equipamento está pronto para entrar em ação assim que se nasce — enquanto os demais sentidos só vão funcionar perfeitamente
​depois de alguns dias de vida. O olfato  começa a se desenvolver a partir da sétima semana de gestação, portanto, desde o útero, já há experiencias olfativas.
  • Anatomia do Olfato:
  • Sentido olfativo e a memória
Os neurônios olfativos podem ser regenerados: se forem danificados, novos neurônios serão formados. Na verdade, os neurônios do nariz são automaticamente repostos em um mês ou dois e, diferentemente de outros neurônios no corpo, estão em contato direto com o ar que entra nas cavidades nasais. Se você não sente cheiro mais tão bem, provavelmente é por conta da inflamação da cavidade nasal e não pela perda irreversível de neurônios olfativos. (A menos num quadro de Parkinson ou Alzheimer, que podem provocar determinadas anosmias).
Os neurônios olfativos não estão dentro de um órgão, protegidos dos estímulos externos. Eles estão nus, em contato com o estímulo externo. Isto faz uma diferença enorme porque, diferentemente dos outros estímulos sensoriais, o olfativo estimula nosso sistema límbico sem intermediários. Você não pode racionalizar acerca de um cheiro – não, pelo menos, num primeiro momento. O cheiro não passa pelo córtex; ele vai estimular diretamente seus hormônios. Por isso o marketing olfativo é tão, tão poderoso: antes que você pense, o cheiro já provocou algo em você.
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Nosso cérebro armazena inúmeras lembranças. Quando ativado por um estímulo externo, que é o aroma, o cérebro desencadeia uma reação neurológica na memória, associando tal cheiro a fatos importantes da nossa vida. Basta sentir um cheiro familiar para que a cena do passado venha para nossa memória com uma incrível riqueza de detalhes. Pode ser o aroma de um alimento, o exalar de uma flor ou o perfume de uma pessoa. São os cheiros de nossas vidas.
Quem não lembra o cheiro de livro novo, perfume de flor, refeição preparada pela mãe...
Uma das funções mais importantes e mais conhecidas do olfato é estimular a memória. Pessoas com problemas olfativos às vezes não conseguem evocar situações com facilidade. A ciência não sabe explicar essa relação. Supõe-se que, para reconhecer qualquer coisa, o cérebro puxe de seu arquivo um fato do passado. De outro modo, apenas registraria odores, sem saber exatamente do que são. Assim, diante de uma flor, talvez a mente produza associações com momentos do passado — uma brincadeira de criança num jardim ou um passeio com a namorada num parque. Pois, se não bastasse tudo o mais, o olfato é também, misteriosamente, o mais nostálgico dos sentidos. 
A “memória olfativa” é um fenômeno que acontece porque o olfato está diretamente ligado aos mecanismos fisiológicos que regem as emoções. Quando sentimos um cheiro, a informação passa pelas narinas e é processada no sistema límbico, parte do cérebro responsável pela memória, sentimentos, reações instintivas e reflexos.
​(Anna Lúcia Hennemann)
  • Vamos ver qual é a relação existente entre o Olfato e as Emoções, e porque o olfato se denomina o Sentindo da Vida: 
A percepção é um processo que influi na trajetória de crescimento e reorganização do cérebro, visando a melhor adaptação ao ambiente e ações mais eficientes. A parte mais antiga do cérebro, o rinencéfalo (cujo nome é composto por duas palavras significando «cheiro» e «cérebro»), que compreende as áreas olfativas e límbicas, parece ter-se desenvolvido inicialmente a partir de estruturas olfativas. O que indica que provavelmente a capacidade para experimentar e expressar emoções se terá desenvolvido a partir da habilidade para processar os odores. 
Como no caso das emoções básicas, a resposta imediata aos odores transmite uma mensagem simples e binária: “gosta” ou “não gosta”; fazem-nos aproximar ou evitar. Verifica- se que, quando uma pessoa sofre um trauma que a faz perder o olfato, o impacto se torna por vezes devastador: as experiências de fazer amor ou mesmo passear numa manhã primaveril ficam extremamente diminuídas. E há casos em que se verifica uma diminuição de intensidade em todas as experiências emocionais.
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Só mais tarde na evolução darwiniana se parecem ter desenvolvido outras estruturas límbicas como o complexo amígdala-hipocampo.
As memórias que incluem lembrança de odores têm tendência para ser mais intensas e emocionalmente mais fortes. Um odor que tenha sido encontrado só uma vez na vida pode ficar associado a uma única experiência e então a sua memória pode ser evocada automaticamente quando voltamos a reencontrar esse odor. A primeira associação feita com um odor parece interferir com a formação de associações subsequentes (existe uma interferência proativa). É o caso da aversão a um tipo de comida. A aversão pode ter sido causada por um mal-estar que ocorreu num determinado momento, apenas por coincidência, nada tendo a ver com o odor em si; no entanto, ao entrar em contato com o mesmo odor vivenciado na experiencia negativa, muito provavelmente, o mal estar se repetirá, associado ao odor.
De fato o olfato é o sentido mais ligado às emoções e à memória, e é tudo uma questão de anatomia. A sua ligação com o sistema límbico do cérebro (mais precisamente o hipocampo,  garante lembranças da infância vivas e emotivas, pois a região cerebral ligada à percepção do olfato é vizinha à região da memória, emoções e sentimentos.
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O hipocampo é uma estrutura localizada nos lobos temporais do cérebro humano, considerada a principal sede da memória e um importante componente do sistema límbico, esta estrutura  pode ser ativada por AROMAS. 
Concluindo,  matéria da Revista Superinteressante,  edição de janeiro de 1988, traz a seguinte informação: 
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O homem raramente percebe quanto valem os seus 25 milhões de células olfativas. Mas o cheiro está em tudo: no amor, no apetite, nas melhores lembranças. Todo odor provoca sentimentos.
Um simples aspirar e basta — qualquer cheiro é suficiente para despertar fome, provocar atração ou repulsa, trazer de volta cenas do passado. Cheirar é se emocionar sempre. Mas na maioria das vezes isso é tão sutil que não se dá importância e se acaba torcendo o nariz para o olfato — o mais primitivo e intrigante dos sentidos, e com certeza o menos conhecido pela ciência. Poucos percebem que, num mundo onde quase tudo tem odor, é esse sentido que decifra as mensagens químicas — das quais frequentemente depende a própria sobrevivência — passadas pelos animais, vegetais, minerais e objetos manufaturados. 
  • E para terminar de falar sobre o Sistema da Vida, uma breve passagem pelos efeitos psicológicos que os cheiros podem provocar nas pessoas.  
Na sociedade moderna, muito dinheiro é gasto em desodorantes, perfumes e outros produtos de toalete, o que sugere que as pessoas estão dando muito valor e colocando em prioridade tudo que cheira bem. Não apenas para si mesmos (na verdade, muito raramente), mas para benefício dos que estão em volta. O perfume é usado para atrair pessoas do sexo oposto, gerar respeito, transmitir um contexto de classe, bem como, por muitas outras razões sociais, os sprays de ambiente, geralmente tem a intenção de deixar a casa cheirosa para as visitas, e por ai vai a onda dos cheiros.

Os aromas são também amplamente utilizados nos lugares de comércio e nos shoppings centres; as imobiliárias pedem aos corretores para assar bolos ou preparar café antes de mostrar algum imóvel para os clientes em potencial - isto serve para criar uma atmosfera familiar, “caseira”, onde as pessoas se sintam confortáveis e relaxadas. Os supermercados também utilizam cheiros para atrair o consumidor, canalizando o aroma do pão fresco para as portas da frente.
​

Portanto, os aromas se destinam a criar um sentimento do tipo “eu quero isto” e, muitas vezes, é colocado no fundo da loja para que o consumidor tenha que passar por muitos outros produtos antes de encontrar o pão - estratégia que, em geral,  aumenta os lucros. 
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Já o uso dos Óleos Essenciais pela  via olfativa,  têm um papel importante a desempenhar na vida das pessoas, quando proporciona um estado de relaxamento  pelo aroma agradável, e isto pode favorecer e ajudar no resgate da saúde e também  da harmonia interna. A pratica da Aromaterapia Clínica, quando bem realizada,  pode ajudar o cliente a resgatar, além da sua saúde,  os cheiros da sua vida. 
Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades.
Clarice Lispector 

ATENÇÃO! Sobre os OE, não se auto medique, busque sempre o acompanhamento de um profissional qualificado. A aromaterapia clínica não substitui outras terapias, trabalha junto. Outra questão de extrema importância, não aceite indicação de OE de vendedores de via Marketing Multi Nível (MMN), pois a  grande maioria desses vendedores não sabem nada de Aromaterapia, são apenas propagadores de uso de OE pelas redes sociais. ​
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    Eu sou Vera Guedes, praticante da arte de cuidar com os óleos essenciais há mais de 30 anos. E estou ativa neste canal de comunicação, escrevendo sobre a pratica da Aromaterapia na vida das pessoas que buscam por qualidade de vida através dos benefícios dos óleos essenciais, desde 2014. Sao 10 anos de  ininterrupta comunicação com meus leitores, e eu pretendo continuar por mais alguns anos,  levando o conhecimento sobre a boa pratica da aromaterapia. Escrever neste blog faz parte do meu trabalho, o qual eu realizo com grande satisfação e dedicação. 

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