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Síndrome das pernas inquietas e Aromaterapia Clínica.

17/1/2024

2 Comentários

 
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Quando a irritação desce para as pernas!
A Síndrome das Pernas Inquietas (SPI), de acordo a RLS-UK é caracterizada como uma desordem neurológica, que traz como característica forte sensação de desconforto nas pernas, que normalmente se associa com uma necessidade irresistível de mover as pernas para cessar a sensação de estranho desconforto, principalmente quando se aproxima a hora de dormir ou se está em repouso como sentado para as refeições ou socializando. A SPI tende a agravar durante a noite e por interferir no sono ela é também considerada com um distúrbio de sono.
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Essa condição também se denomina como Doença de Willis-Ekbom por ter sido descrita pela primeira vez há mais de 300 anos, mais precisamente em 1672, por Thomas Willis, que relatou os sintomas do paciente com termos que associavam as sensações nas pernas com um local de máxima tortura, ou seja, o leito, ambiente ou condição de repouso, porém, foi somente no ano de 1945 que Karl Axel Ekbom publicou um trabalho científico, apresentando o termo inglês restless legs, pelo qual a Síndrome é conhecida atualmente.
A SPI não tem a ver com o hábito  de balançar os membros inferiores durante a pratica da leitura, ao assistir TV, ou mesmo quando se está em uma conversa com amigos ou no trabalho, esse costume cessa tão logo o indivíduo perceba que está agitando as pernas. 
Dados estatísticos da  SPI e possíveis causas:
A SPI costuma ocorrer habitualmente entre os 20 e os 30 anos, porém, cerca de 40% dos indivíduos diagnosticados em adultos, referem ter experienciado os primeiros sintomas ainda antes dos 20 anos e 20% antes dos 10 anos. A taxa de prevalência aumenta de forma estável com a idade, até aproximadamente aos 60 anos, mantendo-se os sintomas estáveis ou podendo diminuir em faixas etárias mais avançadas. Quando o início é antes dos 45 anos a progressão é tendencialmente mais lenta, pelo contrário, se o início é tardio a progressão é tipicamente mais rápida. Geralmente a condição pode surgir após os 40 anos, embora possa afetar pessoas de todas as idades.
A SPI atinge até 10% da população mundial e é mais comum em mulheres. 


A causa desta doença é desconhecida, mas um terço ou mais das pessoas com a síndrome das pernas inquietas têm fatores hereditários associados (herança autossômica dominante). Neste contexto, a doença é crônica e os sintomas podem piorar com o tempo. Existe também a possibilidade de a origem da síndrome estar relacionada com o desequilíbrio da química do cérebro, particularmente da substância chamada dopamina, um importante neurotransmissor que atua no controle dos movimentos
A dopamina é um neurotransmissor que atua em diversas regiões do cérebro. Sua ação influencia as emoções, o aprendizado, estado de humor e a atenção. Além de tudo, a dopamina atua controlando o sistema motor, e, portanto, a sua deficiência pode afetar os movimentos.
Em portadores da SPI severa, entre um terço a dois quintos, os sintomas iniciaram antes dos 20 anos de idade, embora o diagnóstico preciso de SPI tivesse sido fechado muito mais tarde.
A SPI pode apresentar-se como primária ou secundária
  • Primária possui, possivelmente, uma origem genética, existindo uma associação familiar que varia entre 40 e 60%. Deve ser entendido que a SPI não é causada por fatores psiquiátricos ou por estresse, porém, estes podem contribuir ou mesmo exacerbar os sintomas da SPI.
  • Secundárias incluindo deficiência nos níveis de ferro, lesões nervosas periféricas ou da medula espinal, gravidez, uremia. Algumas doenças também apresentam associações já documentadas na literatura como artrite reumatóide, fibromialgia, doença de Parkinson e esclerodermia.
Diagnostico para a SPI
Para a realização de uma diferenciação e diagnóstico clínico mais preciso do portador da SPI o Grupo Internacional de Estudos da SPI (IRLSSG), no ano de 1995, propôs quatro critérios mínimos de diagnóstico para SPI, que foram retificados e melhorados no ano de 2003, sendo hoje considerados o padrão internacional de diagnóstico da SPI:
1.desejo de movimentar os membros, geralmente associado a parestesia ou disestesia (enfraquecimento ou alterações da sensibilidade das pernas), sensações que ocorrem espontaneamente, durante o despertar, na
”profundidade das extremidades” e não superficialmente na pele;
2.inquietude motora - o portador durante a vigília se mexe para aliviar os sintomas de parestesia ou disestesia ou de desconforto nas pernas;
3.sintomas pioram ou estão presentes somente no repouso;
4.sintomas pioram no fim do dia ou à noite.
Outras características clínicas adicionais para o diagnóstico da SPI, também de acordo com o IRLSSG, são:
1. distúrbios do sono e suas consequências – insônia inicial, de manutenção e fadiga e sonolência excessiva diurna.
2. movimentos periódicos dos membros durante o sono e movimentos involuntários em vigília e em repouso.
3. exame neurológico e eletroneuromiografia são normais nas formas idiopáticas. As formas secundárias apresentam as evidências clínicas e laboratoriais de acordo com a etiologia.
4. a SPI pode ocorrer em qualquer idade, mas os pacientes mais gravemente afetados são de meia idade e idosos. Mesmo que ocorram remissões por período longo, a SPI é uma condição crônica. Pode surgir ou ser exacerbada na gravidez e piorar com a cafeína.
5. história familiar: algumas vezes presente e sugere uma herança autossômica dominante (um dos dois progenitores da pessoa afetada manifesta a doença, e estes progenitores têm 50% de probabilidade de transmitir o gene mutado ao seu descendente, que manifestará a doença).

 ...um terço ou mais das pessoas com a síndrome das pernas inquietas têm fatores hereditários associados.  Nestes casos, a doença é crônica e os sintomas podem piorar com o tempo.
Condições que podem piorar a SPI
  • Estilo de vida sedentário e obesidade;
  • Tabagismo e alcoolismo;
  • Medicamentos como Diazepam, entre outros antidepressivos e anti-histamínicos;
  • Estimulantes, como a cafeína ou medicamentos estimulantes;
  • Anemia, gravidez e diabetes;
  • Doenças renais crônicas ou hepáticas graves;​
  • Condições neurológicas como doença de Parkinson, neuropatia periférica ou esclerose múltipla e psiquiátrica. 
A imagem abaixo mostra os sintomas mais comuns da síndrome
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A SPI pode ter seus sintomas agravados em  períodos de estresse, tensão e grande ansiedade (doença da preocupação).  
Tratamento convencional e tratamento complementar
A medicina convencional ou tradicional como é conhecida, busca combater a doença e para isto ela utiliza medicamentos de acordo com a tipologia dos sintomas apresentados pelo paciente. O foco principal desta medicina é a doença. De acordo com a médica homeopata Christiane Fugii se o individuo busca por um médico por motivo de dor, este irá focar especificamente no sintoma específico para chegar ao diagnostico, sempre levando em consideração evidências cientificas, com o objetivo de neutralizar o sintoma.

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Grupo Brasileiro de Estudo em Síndrome das Pernas Inquietas (GBE-SPI) novembro de 2006 sobre diagnóstico e tratamento de SPI primaria os agentes terapêuticos com eficácia comprovada por estudos são os agonistas dopaminérgicos, levodopa (tratamento do mal de Parkinson) e gabapentina, o clonazepam (Rivotril) e oxicodona foram também citados além da reposição de ferro.  As recomendações do GBE-SPI para manejo de SPI primária envolve higiene do sono, suspensão de agentes agravantes de SPI, tratamento de comorbidades e agentes farmacológicos. Para estes as drogas de primeira escolha são agentes dopaminérgicos; segunda escolha são gabapentina ou oxicodona; e terceira clonazepam. 
A análise sistemática da literatura feita pelo GBE-SPI confirma a noção amplamente estabelecida que o diagnóstico de SPI é feito com bases exclusivamente clínicas, não havendo necessidade de propedêutica laboratorial. 
FONTE
A medicina complementar ou integrativa busca tratar o individuo de forma ampla e holística observando esse individuo a partir de seus hábitos na vida cotidiana, de seus progenitores, de seus traumas, seus aspectos psíquicos (mental e comportamental), suas emoções, além de observar sua maneira de lidar com os desafios da vida. O objetivo da medicina complementar é trazer o individuo para sua integridade física, mental, emocional e espiritual, e mais que isso, essa medicina busca dar suporte para que o sofredor possa aprender a gerenciar melhor o estresse e a tensão gerados pelos fatos da vida cotidiana. 
O papel da Aromaterapia clínica nos cuidados com o sofredor da SPI
Como sempre enfatizo, não recomendo OE como se fossem remédios, mas sim, como apoiadores da natureza que podem oferecer ajuda para o individuo, que sofre os desconfortos que as doenças provocam em seus corpos físicos, a resgatar sua integridade, e ter mais qualidade de vida.
Trago aqui algumas sugestões de óleos essenciais (OE) os quais possuem possíveis efeitos relaxantes, calmante e analgésico para os cuidados com o sofredor da SPI. 

Lavanda -Lavandula angustifolia
Por sua ação ansiolítico (lembrando que não é para todo mundo, cada um é um individuo, e tal qual, deve ser tratado. ​
Gerânio Pelargonium graveolens
​Grande aliado para mitigar a tensão emocional, gatilho para elevar o nível de estresse.

Camomila romana - Anthemis nobilis
Bem indicado para a saúde do sistema nervoso central.
Frankincense Boswellia sacra 
Aliado aos pulmões, é bem indicado para ajudar no aprofundamento da respiração.

Possível ação Analgésica - dores física e emocional ​​
Pimenta preta - Piper nigrum
Menta - Mentha piperita 
Manjerona - Origanum majorana 
Alecrim - Rosmarinus officinalis​

Relaxante - muscular e mental
Camomila romana - Anthemis nobilis 
Ylang ylang - Cananga odorata
Rosa - Rosa damascena 
Limão - Citrus lemon 
Juniper berry - Juniperus communis 
Bergamota - Citrus bergamia​

​

USO - Creme local e Inalador pessoal 
FORMAS DE USO

O segredo da saúde, mental e corporal, está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas, mas, viver sabia e seriamente o presente. Buda 
ATENÇÃO! Sobre os OE, não se automedique, busque sempre o acompanhamento de um profissional qualificado. A aromaterapia clínica não substitui outras terapias, trabalha junto. Outra questão de extrema importância, não aceite indicação de OE de vendedores de via Marketing Multi Nível (MMN), pois a  grande maioria desses vendedores não sabem nada de Aromaterapia, são apenas propagadores de uso de OE pelas redes sociais. 
Fontes:
https://proceedings.science/cbmfc-2019/trabalhos/sindrome-das-pernas-inquietas-e-a-relacao-com-o-estado-emocional?lang=pt-br
https://gracindapsi.com/2021/07/02/sindrome-das-pernas-inquietas/
​
https://www.telavita.com.br/blog/sindrome-das-pernas-inquietas/
https://www.valesaude.com.br/saude-v/o-que-e-a-sindrome-das-pernas-inquietas/
​
https://docveinmanagement.com/new-home/conditions/restless-leg-syndrome-rls/
​
https://www.rls-uk.org/what-is-rls
​
https://www.scielo.br/j/anp/a/7NB7bp7qqdBbGtbGqg5kDkP/?lang=pt
​
https://christianefujii.com.br/medicina-convencional-vs-medicina-alternativa-entenda-as-diferencas/
2 Comentários
Jorge A. Lima e Sá
2/4/2026 08:29:28 am

A SPI podendo ser o tratamento integrativo, darão condições para que este indivíduo se recupere plenamente da saúde!

Responder
Vera link
2/4/2026 08:33:21 am

Obrigada meu querido por deixar sua msg no post da matéria.

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    Eu sou Vera Guedes, praticante da arte de cuidar com os óleos essenciais há mais de 30 anos. E estou ativa neste canal de comunicação, escrevendo sobre a pratica da Aromaterapia na vida das pessoas que buscam por qualidade de vida através dos benefícios dos óleos essenciais, desde 2014. Sao 10 anos de  ininterrupta comunicação com meus leitores, e eu pretendo continuar por mais alguns anos,  levando o conhecimento sobre a boa pratica da aromaterapia. Escrever neste blog faz parte do meu trabalho, o qual eu realizo com grande satisfação e dedicação. 

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