Escola Vera Guedes de Aromaterapia
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Destilação

Arte & Ciência

Destilação dos Óleos Essenciais – Arte & Ciência

Existem muitas maneiras diferentes de extrair os óleos essenciais (OE) provenientes das plantas aromáticas. Há mais de 250.000 espécies vegetais no reino das plantas, mas apenas cerca de 450 produzem óleos essenciais que são utilizáveis nas indústrias de perfumaria, cosméticos, farmacêutica, alimentícia e outras. 
A indústria da perfumaria consome a maior parte da produção de óleos essenciais, enquanto as indústrias de cosméticos, farmacêutica e alimentícia ficam com a menor parte. Além disso, entre essas 450 plantas que produzem substâncias aromáticas, profissionais da área afirmam que apenas de 120 a 150 são utilizadas na aromaterapia. Portanto, para o uso terapêutico na aromaterapia, as opções disponíveis na natureza são suficientes.
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Extrair a fragrância das plantas aromáticas é a arte de tornar visível o invisível, materializando as moléculas aromáticas através da destilação. Essa bela prática transforma o aroma intangível em um líquido precioso, permitindo que a Ciência entre em cena para decodificar as inúmeras moléculas aromáticas produzidas por certas plantas que encantam nosso sentido olfativo ao exalar seu aroma. É também por meio do trabalho da ciência que, ao estudar os elementos químicos que compõem a estrutura básica dos óleos essenciais (em alguns casos, mais de 500, como no óleo essencial de Rosa damascena), se descobre as inúmeras propriedades terapêuticas dessas moléculas aromáticas e seus benefícios para a humanidade. 
Os efeitos terapêuticos das plantas aromáticas eram conhecidos empiricamente (conhecimento adquirido porobservação e experiência) por inúmeros povos durante milênios. O que a ciência faz hoje é confirmar, através de estudos e pesquisas, a existência das propriedades terapêuticas dos aromas produzidos nas plantas, permitindo que façamos uso desse conhecimento com confiança.
Uma breve introdução: a extração de óleos das plantas varia conforme a localização de origem e a parte da planta utilizada na produção.
  • ​​​Plantas que produzem o óleo essencial em sua parte externa incluem exemplos como Lavandula angustifolia, Rosmarinus officinalis e Salvia sclarea; para essas plantas, a colheita e a destilação devem ser realizadas de forma bastante delicada, a fim de evitar danos e desperdícios no produto final.
  • Plantas que produzem óleos essenciais nas partes mais profundas de sua estrutura, como Cedrus atlantica, Cupressus sempervirens, Aniba roseodora e Santalum álbum, requerem um processo de destilação mais intenso e robusto.​
  • Algumas plantas produzem resina externa, que fornece o óleo essencial; nesse caso, as plantas em si permanecem intactas, como é o caso da Commiphora myrrha e da Boswellia sacra (carterii).
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Acompanhe o desenvolvimento dos aparatos de destilação ao longo do tempo.

As origens do uso de óleos essenciais e seu processo de extração estão perdidas nas brumas do tempo, muito antes de serem mantidos quaisquer registros; parece que nunca houve um período sem a utilização da aromaterapia.Alguns acreditam que existem indícios nas pinturas rupestres de Lascaux, na Dordogne, que sugerem o uso de plantas medicinais pelos habitantes da caverna, datando de 18.000 anos antes de Cristo. Conta-se que os egípcios também inventaram uma máquina rudimentar de destilação, que permitiu a extração de óleo de cedro bruto. No Egito, no século III, o químico egípcio Zozime mencionou o projeto de um destilador em um templo de Mênfis. A Pérsia e a Índia são também considerados locais onde aparelhos de destilação para extração de óleo bruto podem ter sido inventados, mas, de fato, pouco se sabe sobre isso.
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Os árabes e a arte da destilação: não eram apenas guerreiros e comerciantes, mas também mestres da alquimia, associada ao deus egípcio Tehuti, além de se destacarem na medicina. Entre os anos 800 e 1300, desenvolveram técnicas químicas relacionadas à destilação, o que possibilitou a extração de óleos essenciais de alta qualidade a partir de plantas.
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O Dr. Paolo Rovesti, médico italiano que utilizou os OE para tratar pacientes com problemas mentais durante uma expedição de pesquisa ao Paquistão em 1975, foi levado ao museu arqueológico de Taxila, onde encontrou um alambique completo de terracota datado de cerca de 3000 anos. 
No norte da África, muitas mulheres árabes nativas ainda honram a tradição de usar um equipamento de destilação simples na cozinha para produzir águas aromáticas.

A historia do alambique​
O alambique, um equipamento de destilação, tem sido utilizado desde tempos remotos e está frequentemente relacionado à alquimia. Embora os egípcios tenham sido os primeiros povos a construir utensílios semelhantes aosalambiques, cujos desenhos adornam um antigo templo em Mênfis, foi da língua árabe que nasceram os termos alambique (“al ambic”) e álcool (“al cóhol”), significando o primeiro, um vaso destilatório.  
Em 2005, arqueologistas encontraram em Chipre um alambique datado de aproximadamente 4 mil anos. Testes conduzidos nesse aparato indicaram que ele havia sido utilizado para realizar destilações de alecrim, lavanda e outros produtos vegetais.

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Modo de Extração

Existem diferentes maneiras para extrair os Óleos Essenciais na atualidade, esta seção vai mostrar os principais métodos de destilação a vapor.
A destilação a vapor é uma forma de destilação que pode ocorrer de três formas:
Destilação na água 
O material orgânico é colocado em água em ebulição. O vapor da água e óleos são capturados e, em seguida, separado, para produzir o óleo essencial. O OE de Rosa, Neroli e Cravo é coletado através da destilação de água.
Vapor e água
Este método o vapor e a água são empurrados para o material orgânico, e, em seguida, o vapor e o OE são capturados e, na sequencia separados, para produzir o óleo essencial e o hidrolato.
Vapor direto
Método que se utiliza o vapor direto através do material orgânico, e, em seguida coleta-se o OE. O óleo de lavanda e várias outras ervas são destilados por este método.
As melhores câmaras de cozimento são aquelas feitas de metal não reactivo, isto minimiza a adulteração do OE por meio reativos tais como ocorre com a repertório de cobre e cobre e alumínio.
O melhor metal, não reativo, para o aparato de destilação é de aço inoxidável, como estes abaixo.
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Fatores que afetam a destilação: temperatura, pressão e tempo
Temperatura e pressão influenciam a qualidade do óleo; por exemplo, se a pressão ou a temperatura forem excessivamente elevadas, isso compromete a qualidade do OE, assim como cozinhar vegetais em alta temperatura pode afetar seu sabor e nutrientes. 
Temperaturas excessivas não são adequadas para os constituintes químicos do OE, pois quanto mais aquecido ele for,mais se altera. Até mesmo o pH e a polaridade química do OE podem ser completamente modificados em temperaturas elevadas. Portanto, tornou-se claro que a destilação dos óleos para fins terapêuticos deve ocorrer sob baixa pressão e temperatura. Henri Viaud, um renomado destilador de OE na Provence, desenvolveu em 1983 um guia para a produção de OE voltado para uso terapêutico, no qual ele afirma que a destilação para esses óleos deve ser realizada em baixa pressão.
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  • Exemplo 1 – Destilação do Cipreste – cupressus sempervirens. Para destilar 1.000 quilos de matéria orgânica e extrair meio quilo de OE, a pressão deve ser 0 libras e a temperatura adequada é de 220 graus. O tempo ideal é de 24 horas; qualquer valor inferior resulta em um óleo contendo menos de 18 a 20 constituintes químicos, ou seja, um OE impróprio para uso terapêutico.
  • Exemplo 2 – A extração de Tea tree – Melaleuca alternifolia. Para destilar 500 quilos de material, que normalmente produz em média 6 quilos de OE, a pressão ideal deve ser de 3 libras, a temperatura adequada é de 218 graus e o tempo de destilação deve ser entre 2 a 3 horas para obter um óleo de qualidade terapêutica ideal.
  • Exemplo 3 – A produção do óleo de lavanda para fins comerciais – Lavandula angustifolia. Geralmente, os produtores realizam a destilação a uma pressão alta de 155 libras e a uma temperatura de 350 graus, considerada extremamente elevada para a extração deste OE medicinal, que deve ser no máximo de 132 graus, a fim de proteger suas moléculas de danos. O tempo de destilação para produção comercial é de 15 a 20 minutos, enquanto para uso terapêutico, deve ser de pelo menos 2 horas e 30 minutos; valores inferiores resultam na perda significativa das propriedades terapêuticas desta planta fabulosa.
 Como se pode observar nos exemplos mencionados, a destilação é um processo que pode ser caro e demorado. Reduzir custos ao eliminar a destilação também compromete o potencial terapêutico do óleo essencial, destinado aouso em aromaterapia.
Sabe-se que, ao reduzir o tempo, a temperatura e a pressão no processo de destilação para aumentar a produção, issonão afetará as indústrias de fragrâncias, cosméticos, produtos de limpeza ou a farmacêutica; porém, impactaráprofundamente a eficácia dos óleos essenciais para fins terapêuticos.
Mais sobre Óleos Essenciais AQUI
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