Escola Vera Guedes de Aromaterapia
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    • DESTILAÇÃO DOS ÓLEOS ESSENCIAIS
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    • DOSAGEM CORRETA PARA DILUIÇÃO DOS ÓLEOS ESSENCIAIS
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Óleos Essenciais – Naturais, Padronizados, Adulterados

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Óleos essenciais (OE) são substâncias aromáticas extraídos de plantas, são lipossolúveis,  no entanto   voláteis,  que compõem o segundo metabolismo das plantas. Eles são o aroma ou odor característico de uma planta. Muitos constituintes químicos compõem o OE. Citando um exemplo: o OE de peppermint  (hortelã-pimenta) – Mentha x piperita  é composto principalmente pelos  constituintes  mentol e mentona , acetato de mentilo, 1,8-cineol, limoneno, felandreno,  beta-pineno, beta bisaboleno  e beta-cariofileno. São esses produtos químicos, em uma combinação determinada pela natureza, que produzem o aroma do peppermint. 
Os OE  são extraídos por vários métodos incluindo a destilação (água, vapor, água e vapor), prensagem a frio, enfleurage, extração por solventes e extração de CO2. A escolha do método de extração varia de acordo com os constituintes químicos, a natureza delicada de certos materiais vegetais ou o resultado desejado. Por exemplo, o fracionamento, uma técnica de destilação, separa constituintes químicos específicos, devido a seus variados pontos de ebulição e taxas de evaporação. Isto é particularmente útil para as indústrias de perfumes e fragrâncias. ​
O Aromaterapeuta geralmente busca trabalhar utilizando o OE natural puro e equilibrado. Os OE puros podem conter vestígios (traços) de constituintes que ainda não foram detectados ou identificados, que compõem a totalidade do OE. Estes constituintes certamente que não estão presentes em um óleo reconstruído ou produzido sinteticamente.
O fornecimento de OE naturais está cada vez mais limitado, e é crescente a demanda para uso em várias indústrias, este fator está levando muitos fornecedores a adulterarem o OE natural para aumentar a oferta e baixar os preços.
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O gigantesco mercado de óleos essenciais, que atende a demanda das grandes industrias consumidoras do produto.
O Mercado global de OE chegará a US $ 14 bilhões até o ano 2027
Em meio à crise do COVID-19, o mercado global de OE estimado em US $ 8,4 bilhões em 2020, deverá atingir um tamanho revisado de US $ 14 bilhões em 2027, crescendo a uma CAGR de 7,5% no período analisado em 2020- 2027. E o crescimento robusto das indústrias de uso final como alimentos, bebidas, higiene pessoal e cosméticos, produtos farmacêuticos e outros produtos de uso final estão impulsionando o crescimento do mercado mundial de OE. Além disso, a crescente adoção da aromaterapia (mais precisamente venda de OE via MMN), provavelmente está promovendo um aumento na demanda pelo produto. De acordo com o relatório global do Mercado de Óleo Essencial publicado pela Value Market Research, o mercado deverá atingir 12.745,02 MN em 2024.
​

Cargill, Inc.
doTERRA International LLC
DowDuPont, Inc.
Firmenich SA
Frutarom Industries Ltd.
Givaudan SA
International Flavors & Fragrances, Inc.
Koninklijke DSM NV
Mane SA
Robertet SA
Rocky Mountain Oils LLC.
Sensient Technologies Corporation
Symrise AG. 
The Lebermuth Company, Inc.
Young Living Essential Oil​
ReportLinker

Entre as empresas acima citadas vale citar outras empresas que também estão no mercado dos OE, citados por outras fontes, tais como: 
Biolandess SAS, Essential Oils of New Zealand, NOW Foods, India Essential Oils, Flavex Naturextrakte GmbH, Ungerer and Company, Inc., and West India Spices Inc.G Baldwin & Co (UK).Rocky Mountains Oil (US).Ryohin Keikaku Co., Ltd. (Japan).Frontier Natural Products Co-op (US).
Todas as empresas aqui citadas, sem exceção, são empresas que detêm participação majoritária no mercado global de óleos essenciais, e que atendem as grandes industrias consumidoras de OE, ver lista ao lado. 
​Veja quais são as industrias que mais consomem óleos essenciais ao redor do mundo.
  • Alimentos e Bebidas (produtos processados)
  • Farmacêuticos 
  • Produtos de limpeza
  • Perfumes e Fragrâncias 
  • Cosméticos 
  • Cigarros
  • Tintas
  • Textil 
  • Spa & Relaxamento
  • Industria de preparados odontológicos 
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Diferenças entre: padronização e adulteração de OE

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Segundo estimativas, cerca de 95% de todos os óleos disponíveis no mercado aberto,  são padronizados comercialmente.
As várias formas de adulteração empregadas pelos fornecedores, para que assim, o profissional aromaterapeuta entenda de forma clara sobre o assunto.
Segue uma lista  que caracteriza as alterações que os OE sofrem antes de chegar ao mercado. ​
  • Padronização e Adulteração de Óleos Essenciais
  • Adulteração não intencional e degradação natural
  • Adulteração deliberada de óleos essenciais
  • Adulteração Industrial de Óleos Essenciais
  • Adição ao Óleo
  • Retificação de Óleos Essenciais
  • Reconstituição de um óleo essencial
Padrões de Óleo Essencial
Inicialmente vamos falar sobre o padrão que caracteriza os OE de acordo com a ISO (Organização Internacional de Normalização).   Os OE são líquidos voláteis hidrofóbicos aromáticos concentrados extraídos de plantas,  são ‘produtos’ obtidos de uma matéria-prima natural de origem vegetal  por diferentes formas de destilação como já citado,  ainda de acordo com as definições da  ISO, os OE  podem sofrer tratamentos físicos, como filtrações, decantação, centrifugação, que não resultam em qualquer alteração significativa em sua composição. Não existem padrões para OE além daqueles definidos pela ISO.
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​Adulteração não intencional e Padronização e Adulteração de Óleos Essenciais
A padronização é um processo para alterar a composição do OE para levar seus constituintes a um determinado padrão. A padronização deve ser realizada em consulta com o cliente ou o cliente deve saber se um óleo essencial foi padronizado. A padronização é preferida no caso de clientes  das indústrias de sabores e fragrâncias, onde é necessário levar os OE a uma composição específica para eliminar as variações naturais. Outro motivo para padronização pode ser requisitos regulatórios. Alguns OE podem conter produtos químicos, classificados como tóxicos, alérgicos, sensibilizantes ou carcinogênicos. Assim, torna-se necessário tratar os OE naturais para remover esses constituintes e atender às exigências regulatórias.
Adulteração de OE por outro lado, acontece sem o conhecimento do cliente. A adulteração pode ou não ser deliberada por parte do fornecedor.

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Adulteração não intencional de óleos essenciais
Existem muitas razões possíveis para a adulteração não intencional de OE, algumas  delas podem ser decorrentes da falta de conhecimento e profissionalismo, seleção e tratamento incorretos da matéria-prima, mau funcionamento dos equipamentos e falta  de boas práticas de fabricação. A alteração ou degradação natural pode não ser intencional de todo para o fornecedor, mas é necessário que seja discutido aqui para entender como isso pode levar a uma pior qualidade do OE  e do hidrossol (hidrolato).  Alguns OE, especialmente os cítricos, são vulneráveis à oxidação por exposição ao ar, calor e luz solar. A oxidação resulta em óleo envelhecido de baixa qualidade. Isso é causado em grande parte devido ao armazenamento inadequado dos OE  e longos períodos de envio. Os óleos devem ser armazenados e enviados em condições frescas e escuras, sem espaço para o ar nos recipientes. ​
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Adulteração deliberada de óleos essenciais
Os OE são caros e de produção limitada, muitos fornecedores adulteram OE puros para atender à demanda crescente, aumentar a rentabilidade ou atender aos preços exigidos pelos clientes maiores, as grandes indústrias.A concorrência de preços nos mercados de produtos para essas indústriasforça os fornecedores a atender aos preços exigidos pelos grandes clientes, o que, por sua vez, força os fornecedores a adulterar os óleos essenciais. O problema é exacerbado pelo fato de que os preços podem mudar de cultura para cultura ou mesmo de semana para semana.
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Adulteração Industrial de Óleos Essenciais
Esta é de longe a principal razão para os OE perderem a sua pureza, tornando-os impróprios para uso terapêutico. Os OE são adulterados em escalas industriais para produzir óleos padronizados. Como discutido aqui, nenhuma produção de OE produzirá a mesma composição de OE. Isso pode afetar a qualidade do produto final para as indústrias clientes e pode exigir que os OE sejam padronizados. Segundo estimativas, cerca de 95% de todos os óleos disponíveis no mercado aberto são padronizados comercialmente. Em termos industriais, quando um OE é adulterado para melhorar a sua fragrância ele é chamado de “bouquet”. E quando é adulterado para aumentar seu volume com outro líquido, ele é chamado de “corte” ou “alongamento”.
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Adição de outras substancias aos óleos:
A adição ao óleo é o tipo mais comum de adulteração para produzir um perfil padronizado. Neste caso, um óleo ou algum outro líquido, sintético ou de origem natural, é adicionado ao OE para atender ao requisito de perfil químico ‘padrão adequado’ para a indústria cliente. O OE resultante é um óleo padronizado ou com bouquet.
Os três tipos básicos de adições que são possíveis para produzir OE padronizados são:
  • Adição sintética ou idêntica à natureza:
    Neste caso, um aroma-químico sintético com a mesma estrutura molecular e caráter de fragrância como o que ocorre naturalmente é adicionado a um óleo. Embora às vezes também chamado de ‘natural idêntico’, essas substâncias são mais ou menos sintéticas e são inertes, resumindo, são carecentes de bioatividade. Este é o tipo mais comum de adulteração industrial de OE.
    Algumas das maneiras pelas quais os OE  são adulterados usando este método são: 
    – Óleo de neroli pode ser adulterado com sintéticos como linalol, nerol, limoneno, linalil acetato, e o   óleo de vetiver pode ser suplementado com sintéticos como cariofileno e derivados. 
    – O óleo de lavanda de baixa qualidade pode ser adulterado com linalol e ésteres, incluindo acetato de linalila, propionato de terpenila, entre outros. 
    – Óleo de rosa é adicionado com sintéticos tais como feniletilálcoois, dietilftalato, citronelol, geraniol e outros. 
  • Constituinte isolado:
    ​Esta é a segunda forma mais comum de adulteração. Neste caso, um constituinte isolado de outro OE  é adicionado a um óleo. Embora um isolado natural seja adicionado, ainda pode resultar em uma perda nas propriedades terapêuticas do OE. É difícil detectar este método de adulteração com cromatografia gasosa e análise por espectrometria de massa.Veja alguns OE que recebem constituintes isolados e deixam de ser autênticos:
    – O óleo de alecrim pode conter elementos químicos isolados como limoneno, alfa-pineno e canfeno de laranja e outros óleos cítricos ricos em monoterpenos. 
    – O óleo de pimenta preta pode ser reforçado com vários isolados, como limoneno, felandreno e pineno, e também sesquiterpenos do óleo de cravo-da-índia mais barato. 
    – O óleo de hortelã-pimenta pode ser “melhorado” com isolados de mentol de óleos de menta mais baratos.
  • Adição Clássica
    – Óleo de lavanda búlgara é adicionado ao óleo de lavanda francesa de valor mais elevado para esticar este produto.
    – Óleos cítricos prensados a frio são misturados com as versões destiladas dessas frutas cítricas.
    – Óleo de alecrim pode ser adulterado com aditivos clássicos mais econômicos, como eucalipto, cânfora branca, terebintina e sálvia espanhola.
    – Óleo de camomila romana pode ser facilmente esticado com o óleo de camomila marroquina, muito mais barato.
    – Óleo de Ylang ylang, tem as grades, especialmente Ylang 1 e Ylang extra diluídos com notas mais baixas (grades inferiores).
    – Óleo de patchouli pode conter os óleos de vários géneros e espécies diferentes, começando com o patchuli de Java inferior, bem como com o patchuli chinês, o bálsamo de Gurjun.
    – Óleo de broto de cravo é esticado com óleo mais barato extraído das folhas de cravo.
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Retificação de Óleos Essenciais
A retificação é usada para remover constituintes de um OE para padroniza-lo.  A retificação leva a mudanças nas propriedades terapêuticas do óleo. Este tipo de OE não é  adequado para uso na pratica da aromaterapia. Alguns exemplos mais conhecidos de retificação são:
  • O óleo de eucalipto é retificado para que os terpenos sejam removidos para melhorar seu caráter de fragrância e torná-lo mais doce. 
  • O óleo de bergamota pode ter seus valiosos monoterpenos de aroma fresco removidos para torná-lo mais macio e menos pungente, resultando em um óleo de bergamota desequilibrado e desterpenado.
  • O óleo de tomilho, ct timol pode ter alguns ou todos os valiosos fenóis removidos para torná-lo mais macio, menos irritante para a pele e, portanto, mais apropriados para a industria.
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Reconstituição de  Óleos Essenciais
“Reconstituição” ou “reconstrução” combina constituintes químicos específicos na tentativa de reconstruir um óleo natural. Esses óleos são úteis principalmente nas indústrias de alimentos e cosméticos para fornecer um produto uniforme. Esses óleos também certamente não teriam a sinergia natural encontrada nos óleos naturais.
As reconstituições sintéticas usam produtos químicos sinteticamente reproduzidos (geralmente derivados de petróleo) para recriar algumas das propriedades encontradas na natureza. Usar até mesmo um produto químico sintético em um óleo natural torna o óleo sintético como um todo.
Este é um método para recriar completamente a fragrância de OE caros ou absolutos de isolados e constituintes sintéticos. Esses tipos de óleos reconstituídos são usados ​​na perfumaria funcional para reduzir o custo de produção de perfumes.
Estes tipos de óleos não têm qualquer tipo de propriedades terapêuticas e não devem ser usados ​​na aromaterapia. Um óleo reconstituído pode ser adicionado a um óleo puro, que é outra forma de adulteração clássica. Alguns exemplos de reconstituição são:
  • O óleo de limão industrial é feito a partir do constituinte citral extraído do capim-limão ou do óleo may chang (Litsea cubeba), com adição de d-limoneno do óleo de laranja.
  • O óleo de Melissa é reconstituído a partir de citronela, capim-limão e limão.
Portanto, um óleo essencial pode ser adulterado de muitas maneiras, alguns podem não ser propositalmente, como por exemplo o óleo de camomila azul pode ser adulterado com as substancias sintéticas  α-bisabolol,  chamazuleno e farneseno. O óleo de gerânio pode ser  misturado com geraniol sintético (rhodinol), citronelol, limoneno, formiato de geranila, cristallina de α -terpineol. 
No entanto, o que você precisa se atentar é que,  todo tipo de adulteração leva à alteração da composição dos óleos essenciais. Adulterações como aquelas devidas à falta de conhecimento e profissionalismo do destilador não são evitáveis; no entanto, a adulteração industrial deve ser evitada. Para ver mais  exemplos de  OE populares  adulterados, dirija-se a este artigo AQUI
Como o leitor pode observar  existem muitos produtos disponíveis que são chamados Óleos Essenciais Puros, mas são produzidos de muitas maneiras diferentes e para muitos fins diferentes. O comprador deve ter conhecimento sobre essas variações para fazer escolhas inteligentes e apropriadas para o uso desejado. E lembre-se,  para uso terapêuticos  o profissional deve evitar adquirir OE que são vendidos para atender a demanda das grandes industrias consumidoras  de OE. Espero que você tenha entendido,  os fornecedores atendem as grandes indústrias, e, para aumentar ainda mais os seus lucros eles oferecem,  os mesmos OE consumidos pelas industrias,  para os aromaterapeutas que, ingenuamente,  acreditam estar adquirindo OE de altíssima qualidade para o seu uso profissional. 
Fique atento!
Quanto mais produtos disponíveis no mercado, maiores são as chances de serem produtos que atendem a demanda das indústrias. Entenda que a Mãe Natureza não oferece produção ilimitada de OE, mas as mãos do homem em seus laboratórios, sim. Fica aqui informações valiosas que servirão para os vendedores de OE e os Aromaterapeutas bem formados:
  • Os vendedores de OE, principalmente pela via MMN deve ler esta matéria com muita atenção, e após a leitura rever as narrativas que lhes contam nos workshops e eventos que participam sobre a venda de OE. 
  • Os aromaterapeutas clínicos devem saber que, dentro da garrafinha de OE que ele utiliza para tratar seus clientes, deve estar contido a química completa da planta, a qual foi utilizada para destilar o seu OE, este profissional também deve ler a matéria com muita atenção para poder fazer boas escolhas sobre o fornecedor.
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ESCOLA VERA GUEDES DE AROMATERAPIA
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Associada da IFA
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Membro da NAHA

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